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Questão de Português — Sintaxe — IBFC 2024

PortuguêsSintaxe
Código
qg218148
Banca
IBFC
Órgão
IMBEL
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Cargos de Nível Médio

Texto I



Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)



Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu desenvolvimento



Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade. Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”, desanimado ou inconveniente.


A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo ou nojo.


Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas.


Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar com essa situação?


Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho: 



1. Saiba o que incomoda


Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação.


2. Não compartilhe defeitos


Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!


3. Não forneça muita informação sobre você


Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.


4. Preserve seu (bom) humor


Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia. Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”. 


Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.



(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/ sob o título: 4 passos para lidar com colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)  

Assinale a alternativa que apresenta a qual oração a análise sintática pertence: Sujeito (adjunto adnominal + núcleo do sujeito) + Modo indicativo: verbo intransitivo + adjunto adverbial de modo.
  1. AEssa técnica funciona bem.
  2. BReagimos de maneira automática.
  3. CEvitar o contato.
  4. DNosso instinto de sobrevivência.
  5. EFaça uma análise profunda.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Essa técnica funciona bem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática no texto de João Xavier

Gabarito: letra A. A oração "Essa técnica funciona bem" preenche exatamente a estrutura pedida: sujeito "Essa técnica" (adjunto adnominal "Essa" + núcleo "técnica"), verbo intransitivo "funciona" no presente do indicativo, e adjunto adverbial de modo "bem". A passagem do texto confirma:

"Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato"

A estrutura se encaixa perfeitamente, sem quebras.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como demonstrado, a oração possui todos os elementos na ordem e classe exigidos. Não há erro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Reagimos de maneira automática" tem verbo intransitivo ("reagimos") e adjunto adverbial de modo ("de maneira automática"), mas o sujeito é desinencial (nós), e não explícito com adjunto adnominal + núcleo. A estrutura pede sujeito expresso, como "nós" ou um termo equivalente – o que não ocorre. Logo, a alternativa é incompleta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Evitar o contato" é uma oração reduzida de infinitivo, sem verbo flexionado no indicativo e sem sujeito. Não atende a nenhum dos requisitos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Nosso instinto de sobrevivência" é um sintagma nominal, não uma oração. Falta verbo, adjunto adverbial e a estrutura completa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Faça uma análise profunda" está no imperativo (não no indicativo), e o sujeito é oculto (você). Apesar de possuir adjunto adnominal ("uma" + "profunda") e verbo transitivo direto, o modo verbal não corresponde ao exigido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a semelhança da alternativa B, que contém verbo intransitivo e adjunto adverbial de modo, mas exige sujeito explícito com adjunto adnominal – um detalhe que muitos candidatos desprezam ao focar apenas no verbo e no adjunto adverbial.

PEGA ESSA DICA!

Ao enfrentar questões de estrutura sintática, decomponha cada parte: primeiro verifique o sujeito (se é explícito e como formado), depois o verbo (modo, transitividade), e por fim os adjuntos. Nunca pule a verificação do sujeito.

Conclusão: A única oração que obedece a todos os componentes é a da alternativa A.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

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