Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — IBFC 2024
Medicina Legal›Antropologia Forense
Código
qg218797
Banca
IBFC
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 11
A primeira fase do exame osteológico é a identificação do sexo do esqueleto. Considerando a identificação do dimorfismo sexual em um esqueleto, podemos afirmar:
Aa avaliação do crânio não oferece elementos para avaliação de dimorfismo sexual
Ba avaliação do fêmur através do método de Klales oferece maior acurácia no sexo masculino
Ca avaliação da pelve é a que confere maior grau de acurácia
Dna avalição do crânio utiliza-se o método visual de passalaqua
Ea avaliação do dimorfismo sexual depende da avaliação da faixa etária
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GabaritoC — a avaliação da pelve é a que confere maior grau de acurácia
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Antropologia Forense – Determinação do Sexo no Esqueleto
Gabarito: letra C. Na primeira fase do exame osteológico, a identificação do sexo é feita preferencialmente pela análise da pelve (bacia), que oferece os caracteres diferenciais mais importantes e, portanto, o maior grau de acurácia. A doutrina de Medicina Legal aponta que, embora o crânio e outros ossos forneçam elementos de presunção, é a bacia que permite a determinação mais precisa do dimorfismo sexual.
Estrutura Óssea
Grau de Acurácia
Características Diferenciais
Método Associado
Pelve (bacia)
Maior acurácia
Diâmetros transversais maiores, ângulo subpubiano amplo (~110º na mulher), forma do sacro
Análise morfológica direta
Crânio
Menor acurácia (presunção)
Fronte mais vertical (feminino), apófises mastoides menos desenvolvidas
Elementos de presunção (sem método específico citado)
Fêmur
Acurácia inferior à pelve
Não especificado no contexto
Método de Klales (não referido na doutrina)
Determinação do sexo no esqueleto: Maior acurácia (Pelve (bacia)); Elementos de presunção (Crânio, Fêmur); Não depende (Faixa etária)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o crânio não oferece elementos para avaliação do dimorfismo sexual. No entanto, a literatura médica legal indica que o crânio fornece "elementos de presunção", como a fronte mais vertical no feminino e as apófises mastoides menos desenvolvidas. Portanto, o crânio sim oferece elementos, embora de menor acurácia comparado à pelve.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona o "método de Klales" para o fêmur, sem que esse método seja referido no contexto da doutrina apresentada. Além disso, o fêmur não é considerado a região de maior acurácia para a determinação sexual; a pelve é a estrutura mais confiável.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A avaliação da pelve é reconhecida como a que confere o maior grau de acurácia na identificação do sexo esquelético. Conforme a doutrina: "É a bacia, contudo, que fornece os caracteres diferenciais mais importantes". Os diâmetros transversais maiores, o ângulo subpubiano amplo (cerca de 110º na mulher) e a forma do sacro são exemplos desses caracteres.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O "método visual de Passalaqua" para o crânio não é mencionado no material de apoio. A doutrina cita características cranianas, mas não associa a um método específico com esse nome. Ainda que existam métodos visuais, a alternativa é incorreta por não corresponder ao conteúdo apresentado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A determinação do sexo não depende da avaliação da faixa etária. Embora alguns caracteres sexuais se tornem mais evidentes após a puberdade, a análise da pelve, por exemplo, já apresenta diferenças estruturais independentes da idade adulta. O dimorfismo sexual é avaliado diretamente por características ósseas, sem necessidade de estimar a idade previamente.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de identificação do sexo em esqueleto, lembre-se da hierarquia de acurácia: 1º pelve (bacia), 2º crânio, 3º outros ossos longos. A bacia é a peça-chave por estar diretamente relacionada à função reprodutiva feminina, apresentando diferenças morfológicas marcantes.