Questão de Medicina Legal — Sexologia Forense — IBFC 2024
Medicina Legal›Sexologia Forense
Código
qg218908
Banca
IBFC
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 2
Em relação ao exame pericial da região anal e perineal, assinale a alternativa correta.
ASão lesões difíceis de serem encontradas, mesmo quando desproporção entre a vítima e o agressor, pois é uma região de grande elasticidade e complacência.
BA rotura perineal, quando ocorre, pode ser classificada em 04 estágios progressivamente de maior gravidade, sendo o 1º correspondendo à rotura atingindo a pele e mucosa e o 4º quando há lesões da mucosa retal.
CNa avaliação de atos libidinosos, raramente serão encontradas lesões na região perineal ou anal, sendo imprescindível a pesquisa de espermatozóides na vítima.
DMais comumente são encontradas lesões na região anal em vítimas do sexo masculino submetidas a alguma violência sexual.
ECom a evolução dos exames laboratoriais no que diz respeito aos crimes sexuais, cada vez mais a perícia direta em busca de vestígios no corpo da vítima torna-se menos importante, devendo nos próximos anos tornar-se um exame secundário.
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GabaritoB — A rotura perineal, quando ocorre, pode ser classificada em 04 estágios progressivamente de maior gravidade, sendo o 1º correspondendo à rotura atingindo a pele e mucosa e o 4º quando há lesões da mucosa retal.
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Exame pericial da região anal e perineal
Gabarito: letra B. A classificação da rotura perineal em quatro estágios progressivos, sendo o primeiro atingindo pele e mucosa e o quarto com lesão da mucosa retal, é uma classificação consagrada na medicina legal. As demais alternativas contêm afirmações incorretas sobre a frequência de lesões, a importância da perícia direta e a pesquisa de espermatozoides.
A questão avalia o conhecimento sobre os achados e a sistemática do exame pericial na região anal e perineal, especialmente em casos de violência sexual.
Critério
Alternativa A
Alternativa B (Gabarito)
Alternativa C
Alternativa D
Alternativa E
Conteúdo principal
Dificuldade de encontrar lesões na região anal
Classificação da rotura perineal em 4 estágios
Raridade de lesões em atos libidinosos
Maior frequência de lesões anais em vítimas masculinas
Perda de importância da perícia direta
Correção da afirmação
❌ Incorreta
✅ Correta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
Justificativa
Desproporção vítima-agressor favorece lesões; elasticidade não impede rupturas
Classificação consagrada: 1º grau (pele/mucosa) a 4º grau (mucosa retal)
Lesões podem estar presentes; pesquisa de espermatozoides não é o único elemento
Não há predomínio estatístico comprovado para um sexo
Perícia direta continua essencial; exames laboratoriais são complementares
11º grau: pele e mucosa
22º grau: músculos perineais
33º grau: esfíncter anal
44º grau: mucosa retal
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as lesões são difíceis de serem encontradas mesmo com desproporção entre vítima e agressor. Na prática pericial, a desproporção de forças ou de tamanho (criança x adulto) favorece a ocorrência de lesões, e a região anal, embora elástica, não impede o surgimento de rupturas, escoriações ou equimoses. Portanto, a assertiva é falsa.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A rotura perineal – lesão traumática da região entre o ânus e os genitais – é comumente classificada em quatro graus de gravidade crescente:
1º grau: atinge apenas pele e mucosa;
2º grau: envolve os músculos perineais;
3º grau: lesiona o esfíncter anal;
4º grau: estende-se à mucosa retal.
Essa classificação é aceita pela doutrina médico-legal e aplicada na prática pericial. A descrição da alternativa corresponde ao 1º e 4º graus, estando correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que nos atos libidinosos raramente se encontram lesões perineais ou anais e que a pesquisa de espermatozoides é imprescindível. Embora a pesquisa de espermatozoides seja importante, ela não é o único elemento; lesões podem estar presentes, especialmente em caso de violência, e sua ausência não invalida a constatação do ato. Além disso, a afirmativa "raramente" é exagerada – depende das circunstâncias.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma ser mais comum encontrar lesões anais em vítimas do sexo masculino. Não há tal predomínio; as lesões podem ocorrer em ambos os sexos, e a estatística varia conforme a casuística. O exame pericial deve ser isento e não parte de premissa de maior frequência em um dos sexos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A evolução dos exames laboratoriais (como PCR para DNA) não diminui a importância da perícia direta no corpo da vítima. O exame físico minucioso é insubstituível para documentar lesões, coletar vestígios e orientar a investigação. Portanto, afirmar que se tornará secundário é equivocado.
Conclusão: A única alternativa correta é a letra B, que descreve adequadamente a classificação da rotura perineal.
SE LIGUE NESSA!
A presente análise baseia-se em conhecimentos consolidados de medicina legal, uma vez que o material de apoio fornecido não contém detalhes específicos sobre a classificação da rotura perineal.