Questão de Medicina Legal — Sexologia Forense — IBFC 2024
Medicina Legal›Sexologia Forense
Código
qg218909
Banca
IBFC
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 2
A perícia sexológica em pessoas do sexo biológico feminino tem como um dos objetos principais o estudo do hímen. Em relação à esta estrutura anatômica, assinale a alternativa correta.
ATrata-se de membrana mucosa localiza no anel superior da vagina, sempre perfurada e permeável.
BA rotura himenal pode ser classificada em dois critérios: pelo tipo de rotura (recente ou não recente/cicatrizada) e pelo tempo de rotura (completa ou incompleta).
CUma das técnicas mais usadas mundialmente é a avaliação do hímen dividindo-o em quadrantes, e colocando as lesões graficamente como em um relógio, numerando-as no sentido anti-horário.
DEm que se pese características particulares de cada vítima, é consenso que roturas himenais onde há hiperemia, sangramento, equimoses, hematomas ou exsudato fibrinoso são recentes.
EA maioria dos autores refere que a cicatrização himenal ocorre dentro dos primeiros 07 (sete) dias após a rotura.
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GabaritoD — Em que se pese características particulares de cada vítima, é consenso que roturas himenais onde há hiperemia, sangramento, equimoses, hematomas ou exsudato fibrinoso são recentes.
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Sexologia Forense – Hímen
Gabarito: alternativa D. É consenso na literatura médico-legal que roturas himenais com sinais inflamatórios como hiperemia, sangramento, equimoses, hematomas ou exsudato fibrinoso são recentes. Esses achados indicam lesão ativa, antes da cicatrização.
1Quanto ao tempoCritério 1
2Recente (até ~15 dias)Sinais inflamatórios
3Antiga (cicatrizada)Carúnculas mirtiformes
4Quanto à extensãoCritério 2
5Completa (atinge toda a borda)
6Incompleta (apenas parcial)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o hímen é "sempre perfurada e permeável". Na realidade, o hímen pode ser imperfurado (imperfurato), condição que impede a passagem de fluxo menstrual e requer correção cirúrgica. Além disso, localiza-se no introito vaginal, não no "anel superior da vagina". Incorreta por generalização indevida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Confunde os critérios de classificação. A rotura himenal classifica-se:
Quanto ao tempo: recente (até cerca de 15 dias) ou antiga (cicatrizada);
Quanto à extensão: completa (atinge toda a borda himenal) ou incompleta (apenas parcial).
A alternativa inverte os eixos, chamando de "tipo de rotura" o que é tempo e "tempo de rotura" o que é extensão. ❌ Incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A técnica do "relógio" é de fato empregada, mas as lesões são descritas no sentido horário, a partir das 12 horas (anterior). A alternativa afirma "sentido anti-horário", o que contraria a prática pericial. Além disso, o método de quadrantes não é a técnica mais difundida; o mais usual é a descrição por horas. ❌ Incorreta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A literatura é unânime: roturas himenais recentes exibem sinais de inflamação e reparo inicial, como hiperemia (vermelhidão), sangramento ativo ou recente, equimoses, hematomas e exsudato fibrinoso. Esses achados desaparecem com a cicatrização, que não regenera o hímen, mas leva à formação de carúnculas mirtiformes. ✅ Correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A cicatrização himenal é mais lenta: os sinais de rotura recente podem persistir por 10 a 15 dias ou mais, e a formação de carúnculas ocorre após semanas. O prazo de 7 dias é insuficiente para a completa reparação tecidual. ❌ Incorreta.
PEGA ESSA DICA!
Na perícia sexológica, a distinção entre rotura recente e antiga é feita pela presença de sinais inflamatórios (recente) versus bordas cicatriciais arredondadas e ausência de reação (antiga). Memorize os sinais: hiperemia, sangramento, equimoses, hematomas, exsudato fibrinoso.