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Questão de Criminalística — Vestígios de Interesse Forense — IBFC 2024

CriminalísticaVestígios de Interesse Forense
Código
qg218967
Banca
IBFC
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 4
Assinale a alternativa que apresenta qual dos seguintes parâmetro s é considerado crucial na validação de métodos em laboratórios de Genética Forense para garantir a confiabilidade dos resultados.
  1. AA presença de marcadores genéticos altamente polimórficos no genoma humano, excluindo os associados a traços físicos comuns, como a cor dos olhos.
  2. BA frequência de erros tipográficos nos relatórios de análise, especialmente os relacionados a números de série de equipamentos.
  3. CA verificação da conformidade do método com as diretrizes éticas da Associação de Genética Forense Internacional, levando em conta interpretações divergentes sobre questões éticas controversas.
  4. DO número mínimo de mutações genéticas permitidas para aceitação de um perfil genético como válido, considerando apenas as mutações que não alteram a informação codificada nos genes.
  5. EA validação cruzada por múltiplos laboratórios independentes usando protocolos idênticos, com exceção de um laboratório fictício inserido para testar a capacidade de detecção de fraudes.
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GabaritoA — A presença de marcadores genéticos altamente polimórficos no genoma humano, excluindo os associados a traços físicos comuns, como a cor dos olhos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Validação de métodos em Genética Forense

Gabarito: Letra A. A presença de marcadores genéticos altamente polimórficos (excluindo os associados a traços físicos comuns) é um parâmetro crucial na validação de métodos em laboratórios de Genética Forense, pois garante a confiabilidade dos resultados, assegurando que o método seja válido (meça o que se propõe a medir — individualização) e reprodutível, além de evitar vieses éticos. Essa característica está alinhada com os requisitos de validação descritos pelo NRC e pela ENFSI, que enfatizam a necessidade de métodos adequados ao propósito e com limitações definidas.

O tema central é a validação de métodos analíticos. Conforme discutido no contexto, a validade de um teste depende de sua capacidade de medir o que se propõe (Caixa 2.2: Validity: "O grau em que… chegam à resposta correta sob tarefas especificadas"). Em genética forense, o objetivo é a identificação individual, e os marcadores usados devem ser altamente polimórficos (como STRs) para maximizar o poder de discriminação. Além disso, excluir marcadores associados a traços físicos (cor dos olhos, altura, etc.) evita questões éticas e garante que o método não ultrapasse os limites da finalidade forense. A literatura e as diretrizes internacionais (como o relatório do NRC e o manual do ENFSI) recomendam a escolha criteriosa de marcadores que atendam a esses critérios.


Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa destaca corretamente que a validação de métodos em genética forense depende do uso de marcadores genéticos altamente polimórficos e da exclusão de marcadores associados a traços físicos comuns. Os marcadores polimórficos (p. ex., STRs) garantem alta variabilidade entre indivíduos, essencial para a individualização. A exclusão de marcadores de traços físicos evita a obtenção de informações fenotípicas não autorizadas, mantendo a validade ética e legal. Esses elementos são fundamentais para que o método atenda aos critérios de validade (medir o que se propõe) e confiabilidade (resultados consistentes), conforme preconizado pelos guias de boas práticas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A frequência de erros tipográficos em relatórios diz respeito ao controle de qualidade da emissão de documentos, não à validação do método analítico propriamente dito. A validação de métodos envolve parâmetros como exatidão, precisão, sensibilidade e especificidade, e não elementos administrativos ou de digitação. Portanto, está fora do escopo do que se considera crucial para a confiabilidade dos resultados laboratoriais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A conformidade com diretrizes éticas é importante, mas não é um parâmetro técnico de validação de métodos — é um requisito institucional. A alternativa menciona ainda "interpretações divergentes sobre questões éticas controversas", o que subjetiviza o critério. A validação de métodos exige parâmetros objetivos e mensuráveis (como os listados na ISO 17025 e nos relatórios do NRC: calibração, comparações interlaboratoriais, avaliação de incerteza). A questão ética, embora relevante, não é o parâmetro crucial para a confiabilidade técnica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não existe um "número mínimo de mutações genéticas permitidas para aceitação de um perfil genético como válido". Em genética forense, a validação de um perfil considera a presença de alelos em marcadores específicos, e mutações eventuais são tratadas caso a caso, mas não há um número predefinido como critério de validação. A alternativa confunde conceitos de análise de mutações com a validação de métodos. Além disso, menciona "mutações que não alteram a informação codificada nos genes", o que é irrelevante para o método em si.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A validação cruzada por múltiplos laboratórios independentes (reprodutibilidade) é, de fato, um componente importante da validação, conforme destacado no contexto: "comparações interlaboratoriais" é um dos métodos de validação citados pelo NRC. No entanto, a alternativa inclui a ressalva "com exceção de um laboratório fictício inserido para testar a capacidade de detecção de fraudes". Essa inclusão de um laboratório fictício não faz parte dos protocolos padrão de validação e poderia distorcer a análise. A validação cruzada deve ser feita com laboratórios reais e sob condições controladas, sem inserções artificiais que comprometam a objetividade. Logo, a afirmação como um todo não corresponde a um parâmetro crucial para a confiabilidade.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de validação de métodos, lembre-se dos pilares: validade (mede o que deve medir), confiabilidade (resultados consistentes) e reprodutibilidade (outros laboratórios obtêm os mesmos resultados). Em genética forense, os marcadores STRs (polimórficos e não codificantes) são o padrão-ouro. Fique atento a alternativas que misturam controle de qualidade documental ou aspectos éticos subjetivos com parâmetros técnicos.

Gabarito: letra A.

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