Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva) — IBFC 2024

PortuguêsFlexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
Código
qg219242
Banca
IBFC
Órgão
Polícia Penal - GO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Policial Penal
Na oração “Mas do que pouco se fala” (2º§), tem-se uma crítica generalizada à determinada ação. Esse efeito é provocado pela seguinte ferramenta linguística:
  1. Aa indeterminação do sujeito através da terceira pessoa do plural.
  2. Ba ideia de reciprocidade causada pelo pronome “se”.
  3. Co emprego de um sujeito desinencial subentendido no texto.
  4. Da omissão do agente da passiva na voz passiva sintética.
  5. Ea inexistência do sujeito com o uso de um verbo impessoal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a omissão do agente da passiva na voz passiva sintética.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da questão sobre a ferramenta linguística em "do que pouco se fala"

Gabarito: letra D. A oração "do que pouco se fala" constrói uma crítica generalizada porque omite quem pratica a ação de falar, efeito típico da voz passiva sintética (com o pronome "se") que suprime o agente. No texto, a passagem "Mas do que pouco se fala" refere-se ao fato de que pouco se menciona o brasileiro Bento de Assis, sem especificar quem fala, generalizando a crítica à sociedade.

A questão cobra o conhecimento de que o pronome "se" pode atuar como partícula apassivadora, transformando o verbo transitivo indireto "falar" (falar de algo) em voz passiva. Nessa construção, o sujeito paciente (aquilo de que se fala) é retomado por "do que", e o agente fica subentendido, ou seja, omitido. Esse apagamento do agente é o que confere o tom de crítica ampla, impessoal.

Vejamos cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

A indeterminação do sujeito pela terceira pessoa do plural ocorreria se a frase fosse "do que pouco falam", sem o "se". Como há o pronome "se", a estrutura é diversa. O texto não usa o plural para indeterminar, mas sim a passiva sintética.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O "se" recíproco indicaria ação mútua (ex.: "eles se abraçam"). Em "do que pouco se fala", não há reciprocidade; o "se" é apassivador, ligado a um verbo transitivo indireto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O sujeito desinencial (ou elíptico) ocorre quando a terminação verbal já indica a pessoa, sem pronome explícito. Em "pouco se fala", o verbo está na 3ª pessoa do singular, mas o "se" impede que se considere um sujeito desinencial — o sujeito é paciente (aquilo de que se fala), não agente.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Na voz passiva sintética, o verbo é acompanhado de "se" (partícula apassivadora), e o agente da passiva não é expresso. A oração "do que pouco se fala" equivale a "pouco é falado disso", omitindo quem fala. Essa omissão generaliza a ação, produzindo a crítica sem apontar um responsável específico. É exatamente o que o enunciado descreve.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Verbos impessoais (como "haver" no sentido de existir, ou verbos que indicam fenômenos da natureza) não admitem sujeito. "Falar" não é impessoal; pode ter sujeito agente ou paciente. Na oração em análise, há sujeito paciente ("do que" = aquilo de que se fala), logo não há inexistência de sujeito.

Gabarito: letra D — a omissão do agente da passiva na voz passiva sintética é o recurso que gera a crítica generalizada.

Link permanente: /questoes/qg219242