Inferência sobre felicidade e renda per capita
Gabarito: letra D. A questão pede uma inferência a partir do texto, e a única alternativa inteiramente ancorada é a D: "não há obrigatoriamente vinculação do grau de satisfação e felicidade à renda per capita das nações". O texto mostra que comunidades tradicionais com renda quase inexistente apresentam nível médio de felicidade de 6,8, superando países ricos como Itália e Espanha, e empatando com Bélgica e Reino Unido. Isso prova que renda alta não é condição necessária para felicidade.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que em países de baixa renda "é natural que a infelicidade seja compensada com a fantasia de uma vida de fausto". O texto não diz isso; ao contrário, mostra que essas comunidades são genuinamente felizes, sem fantasia. Erro de extrapolação (acrescenta opinião não presente).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que "só se afirma que se é feliz caso haja situações piores ao redor". O texto menciona que a comparação com o entorno influencia, mas não que seja a única condição ("só se afirma"). Há outros fatores, como relações sociais e contato com a natureza. A alternativa restringe indevidamente com o termo "só".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que "não há diferenças muito grandes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento no cenário urbano". O texto não aborda o cenário urbano; as comparações são com comunidades tradicionais, não com cidades. Fuga ao tema (informação fora do texto).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto sustenta que a felicidade não está obrigatoriamente ligada à renda: comunidades tradicionais com renda monetária quase zero têm níveis de felicidade equivalentes ou superiores a países ricos. A passagem "Embora haja uma variação grande... o 'nível médio de felicidade' das populações tradicionais é de 6,8... empata com o da Bélgica e do Reino Unido" comprova a inferência.
Gabarito: letra D.