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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — IESES 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg237922
Banca
IESES
Órgão
Prefeitura de Biguaçu - SC
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Medico Especialista I - Cardiologista
A fisiopatologia essencial da cardiomiopatia da doença de Chagas (CDC) pode ser assim resumidamente descrita: na fase aguda, a grande maioria dos indivíduos infectados pelo T. cruzi pode cursar com miocardite difusa, mas de intensidade baixa, que não se associa a graves distúrbios cardiovasculares e nem sequer é diagnosticada. Em raros pacientes, a inflamação aguda pode levar à perda significante da contratilidade miocárdica, com dilatação de câmaras einsuficiência cardíaca (IC), com redução de fração de ejeção biventricular, às vezes, com distúrbios elétricos concomitantes (bloqueios de condução, extrassístoles) e derrame pericárdico. Tais alterações costumam ser autolimitadas em curso de poucas semanas, não causando, em geral, sequelas clinicamente manifestas.É correto afirmar:
  1. AFocos inflamatórios e áreas de fibrose no miocárdio atrioventricular, especialmente em regiões apical, anteroposterior e inferior-basal, podem produzir alterações eletrofisiológicas e favorecer o aparecimento de reentrada, principal mecanismo eletrofisiológico das bradiarritmias ventriculares malignas, que acarretam morte súbita mesmo em pacientes sem IC pregressa e sem grave disfunção sistólica de VE.
  2. BUma consequência bastante comum das lesões miocárdicas é a disfunção triventricular, característica da CDC. Inicialmente, há comprometimento regional, assemelhando-se ao que ocorre na cardiopatia por obstrução coronária, mas, paulatinamente, verifica-se dilatação e hipercinesia generalizada, em geral de ambos os ventrículos, conferindo padrão hemodinâmico de cardiomiopatia dilatada à CDC.
  3. CO dano cardíaco na CDC resulta das alterações fundamentais (inflamação, necrose e fibrose) que o T. cruzi provoca, direta ou indiretamente, no tecido especializado de condução, no miocárdio contrátil e no sistema autonômico extramural.
  4. DO frequente comprometimento do nó sinusal, do nó atrioventricular e do feixe de His, por alterações inflamatórias, degenerativas e fibróticas, leva à disfunção sinusal e a bloqueios variados atrioventriculares e intraventriculares.
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GabaritoD — O frequente comprometimento do nó sinusal, do nó atrioventricular e do feixe de His, por alterações inflamatórias, degenerativas e fibróticas, leva à disfunção sinusal e a bloqueios variados atrioventriculares e intraventriculares.

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