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Questão de História — História da América Latina — IF-ES 2024

HistóriaHistória da América Latina
Código
qg239572
Banca
IF-ES
Órgão
IF-ES
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - História
“As comparações possíveis entre os dois Impérios atlânticos das monarquias ibérica, aproximadas pelo tratado de 1750, e as reformas que sofreram ao longo do Setecentos podem constituir uma chave importante para um melhor enquadramento das marcas peculiares do caso português.Os governos desses dois Império americanos compartilhavam muitas coisas [...] Mas aqui interessa, sobretudo, sublinhar os pontos de discrepância.”Texto extraído de: MONTEIRO, Nuno. As reformas na monarquia pluricontinental portuguesa: de Pombal a dom Rodrigo de Sousa Coutinho. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil Colonial, volume 3 (ca.1720-ca.1821). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. (Parte I – O mundo português em transformação: o logo século XVIII e Parte II - Transformações na economia e na sociedade), p.118.Nuno Monteiro, para construir o argumento do capítulo, realiza uma comparação entre a monarquias pluricontinentais portuguesa e espanhola. Marque a opção que trata de forma CORRETA essas diferenças – e/ou semelhanças – na concepção do autor:
  1. AA administração portuguesa na colônia era caracterizada por uma divisão, não só espacial, mas também setorial, em instâncias múltiplas, as quais mantinham todas canais de comunicação política com Lisboa, o que fazia de Portugal uma monarquia compósita, tal qual a Espanha, cuja pluralidade administrativa comportava a existência de múltiplos poderes regionais.
  2. BNa América Portuguesa, os oficiais americanos no exército de veteranos já eram de quase 45%, chegando a 70% em 1810, após a vinda da família real. Valores muito superiores aos da América Espanhola, devido ao aprofundamento ali da política deliberada de afastamento dos crioulos do governo. Já o papel das forças de milícia, de base sempre local, era similar em ambos os casos.
  3. CPara a quase totalidade dos contemporâneos residentes na América Espanhola e na América Portuguesa, começa-se a esboçar uma fratura geral entre elite local e peninsulares, ainda que por razões distintas, a partir do último quarto do século XVIII. No primeiro caso, devido ao tom “anticrioulo” das reformas bourbônicas de Galvez, e no segundo, a partir de políticas que ampliaram o controle fiscal metropolitano.
  4. DA partir de 1765, diversas medidas foram tomadas abolindo o monopólio de Cádis e o sistema de frotas, abrindo-se a todos os navios espanhóis o comércio entre os portos da Península e os da América, alterando drasticamente os parâmetros do comércio colonial. Já as medidas portuguesas agiram em sentido inverso, fortalecendo o exclusivo colonial, entre outras formas, por meio da criação de companhias comerciais monopolistas.
  5. EAs reformas do rei José I traduziram-se num aumento de carga tributária sobre o Império, o que, pelo contrário, não é de todo evidente durante o reinado de Carlos III. Por fim, as reformas portuguesas suscitaram diversas ondas de rebelião, algumas de grandes dimensões. Nada semelhante teve lugar na Espanha. Em síntese, Pombal e Galvez tiveram atuações no essencial divergentes.
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GabaritoD — A partir de 1765, diversas medidas foram tomadas abolindo o monopólio de Cádis e o sistema de frotas, abrindo-se a todos os navios espanhóis o comércio entre os portos da Península e os da América, alterando drasticamente os parâmetros do comércio colonial. Já as medidas portuguesas agiram em sentido inverso, fortalecendo o exclusivo colonial, entre outras formas, por meio da criação de companhias comerciais monopolistas.

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