Questão de História — História do Brasil — IF-MG 2024
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg240043
- Banca
- IF-MG
- Órgão
- IF-MG
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- PROFESSOR EBTT - Ciências Humanas - História - Bambuí
“No governo de Juscelino Kubitschek e no de João Goulart, o poder executivo é ocupado no nível ministerial por uma ampla maioria de líderes dos dois partidos. a diferença sensível entre os dois referidos governos é de que, no de JK, um pessedista mineiro, a maioria dos ministros é pessedista e o PSD situa o PTB como um partido de apoio, mesmo porque o vicepresidente Jango é petebista; já no governo de Jango, o PSD só deu mais cartas enquanto perdurou a vigência da emenda parlamentarista (agosto de 1961 a janeiro de 1963), perdendo a preeminência no governo presidencialista”.(GOMES, Ângela Maria de Castro [et.al.]. O Brasil Republicano – sociedade e política (1930-1945). 9. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, v. 10, p. 329-330.)A aliança partidária entre o PTB e o PSD é um aspecto crucial para entender a república brasileira no período de 1945 a 1964. Sobre esse período da história do país, é correto afirmar que:
- AEssa participação do PTB no aparelho de estado garantia a permanência do partido no núcleo de poder ao nível executivo, mas não representava uma grande influência na sua continuidade eleitoral no legislativo.
- BA composição Juscelino-Jango passou por articulações muito complexas. Escolhido em 1955 pela convenção do PSD, JK encontrou algumas dificuldades para procurar os líderes petebistas visto que, até aquele ano, ainda não tinha ainda um bom relacionamento com eles.
- CDurante o governo JK, o PSD tentou interferir nos ministérios destinados aos petebistas, essa interferência enfraqueceu a aliança entre os dois partidos prejudicando, em diversos momentos, a aprovação de alguns projetos no legislativo.
- DDurante o governo Jango, os generais executaram uma série de interferências nas ações do poder executivo, o mesmo não ocorreu no governo JK, visto que, do ponto de vista dos militares, o fato do presidente ser do PSD, mesmo que com um vice petebista, não representava um “perigo” à segurança nacional.
- EJango só aceitou integrar a chapa depois que ficou claro que JK lhe daria controle sobre as pastas do Trabalho e da Agricultura, bem como sobre as autarquias ligadas a esses dois Ministérios.