Questão de História — História Geral — IF-MG 2024
HistóriaHistória Geral
- Código
- qg240053
- Banca
- IF-MG
- Órgão
- IF-MG
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- PROFESSOR EBTT - Ciências Humanas - História - Bambuí
Leia o trecho destacado do romance O coração das trevas, publicado por Joseph Conrad em 1902, e assinale a alternativa correta.“Ora, quando eu era menino, era apaixonado por mapas. Passava horas olhando a América do Sul, a África ou a Austrália, e me abandonava a todas as glórias da exploração. Naquele tempo, havia muitos espaços vazios na Terra e, quando via um que me parecesse especialmente convidativo num mapa (mas quase todos parecem assim), colocava o dedo em cima e dizia: ‘quando crescer, vou até lá’ [...]. Mas havia um – o maior, o mais vazio, por assim dizer – pelo qual eu tinha um anseio muito forte. A verdade é que naquela época já não era mais um espaço vazio. Havia-se enchido, desde a minha meninice, de rios, de lagos, de nomes. Havia deixado de ser um espaço vazio com um mistério encantador [...]. Tinha virado um lugar de trevas. Mas havia nele um rio, em especial, um rio extremamente grande, que se podia ver no mapa como uma imensa serpente desenrolada com a cabeça no mar [...]. E, enquanto eu olhava para o mapa do lugar numa vitrine de loja, ele me hipnotizou como uma serpente faz com um pássaro”.(CONRAD, Joseph. O coração das trevas. Tradução de Celso Paciornik. São Paulo: Iluminuras, 2002, p. 17).O relato do personagem de Conrad revela
- Ao conhecimento aprofundado que os europeus possuíam da hidrografia do continente africano, especialmente do Congo, objeto do relato.
- Ba esperança presente no projeto imperialista europeu do final do século XIX, sobretudo, a partir da ideia de civilizar povos e lugares distantes.
- Co apoio do autor às incursões imperialistas europeias na Ásia, na África e na América Latina características da passagem do século XIX para o XX.
- Do imaginário colonialista europeu em relação a lugares “distantes” do mundo, principalmente após a Conferência de Berlim (1884-1885).
- Eum eu lírico hipnotizado pela possibilidade de conquistas de povos e riquezas no continente africano, mas que não consegue preencher o espaço vazio em si mesmo.