Questão de Literatura — Escolas Literárias — IF-MT 2024
LiteraturaEscolas Literárias
- Código
- qg240646
- Banca
- IF-MT
- Órgão
- IF-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Literatura
Partindo do entendimento, segundo Zilá Bernd (1992), de que ha a existência de matizes românticas e modernistas na elaboração da conotação coletiva de identidade cultural, tanto no projeto literário contido nas obras mencionadas de José de Alencar e Mário de Andrade, mencionadas na questão anterior, só NAO é correto afirmar que:BERND, Zilá. Literatura e identidade nacional. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1992.
- APara Mário, a ausência de caráter no herói brasileiro indicava um caráter ainda em formação, representando a cultura brasileira e sua natureza inacabada. Dessa forma, Macunaíma reúne em si as características das três raças (branco, negro e índio): embora seja “preto retinto” nascido na tribo dos tapanhumas e tenha se tornado “branco louro”, não assume os valores culturais plenos de nenhuma das ragas.
- BA revolução operada pelo Romantismo deu a literatura um caráter nacional e agiu como forca sacralizante, o que seria próprio de uma consciência ainda imatura. Já o projeto Modernista, mais maduro e politizado, concebeu a identidade nacional no sentido de sua dessacralização.
- CSe, durante o período romântico, o pensamento sobre o caráter nacional brasileiro adquiriu uma posição otimista e nacionalista que, na fase realista, se converteu em pessimismo, no Modernismo o que se pode observar é uma atitude de acolhimento a pátria e repudio aos que pretendiam vê-la com “olhos europeus”.
- DPara José de Alencar, já não mais se trata da construção de personagens-modelo como o índio e o sertanejo, portadores da essência brasileira, e sim da desconstrução destes estereótipos. Assim, O Guarani mostra o brasileiro em sua busca identitária, livre de ideologias, não se restringir a nenhum modelo pré-concebido.
- EEm Macunaíma também desaparecem os espaços paradisíacos do romance indianista. Esta destruição dos modelos ritualizados foi uma das primeiras propostas do movimento modernista e caracterizou a "Antropofagia”, termo utilizado pelos modernistas, cujo sentido metafórico consistiu em “devorar” e “digerir” os valores culturais herdados dos colonizadores.