Questão de Filosofia — A Política — IF-MT 2024
FilosofiaA Política
- Código
- qg240884
- Banca
- IF-MT
- Órgão
- IF-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor do Ensino Básico, técnico e Tecnológico - Filosofia
“[...] cada príncipe deve desejar ser tido como piedoso e não como cruel: apesar disso, deve cuidar de empregar convenientemente essa piedade. Cesar Bórgia era considerado cruel, e, contudo, sua crueldade havia reerguido a Romanha e conseguido uni-la e conduzi-la à paz e à fé. O que, bem considerado, mostrará que ele foi muito mais piedoso do que o povo florentino, o qual, para evitar a pecha cruel, deixou que Pistoia fosse destruída. Não deve, portanto, importar ao príncipe a qualificação de cruel para manter seus súditos unidos e com fé, porque, com raras exceções, é ele mais piedoso do que aquele que por muita clemência deixam acontecer desordens, das quais podem nascer assassínios ou rapinagem. É que essas consequências prejudicam todo um povo, e as execuções que provêm do príncipe ofendem apenas um indivíduo. E, entre todos os príncipes, os novos são os que menos podem fugir à fama de cruéis, pois os Estados novos são cheios de perigo”.(MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 79 - 80).Sobre o pensamento de Maquiavel, é INCORRETO afirmar que:
- ASegundo Maquiavel, o príncipe com virtú seria capaz de perceber as forças da política e então agir com energia para conquistar e manter o poder.
- BA moral política e a moral privada se confundem em Maquiavel, portanto o príncipe deve ter virtú, ou seja, basear suas ações políticas nas normas éticas já estabelecidas.
- CA fortuna para Maquiavel constituiria a capacidade do príncipe de não deixar escapar a oportunidade, sendo necessário que ele fosse precavido e ousado, um observador atento da história.
- DO bom príncipe deve ter fortuna e virtú, somente ser virtuoso não garantirá poder para o príncipe.
- EA teoria de Maquiavel busca distanciar-se da política normativa, estabelecendo como o príncipe deve agir, não estando vinculada a ideia do governante virtuoso.