Questão de Português — Morfologia - Pronomes — IGEDUC 2024
Português›Morfologia - Pronomes
Código
qg252088
Banca
IGEDUC
Órgão
Prefeitura de Itapissuma - PE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Fiscal de Tributos
No texto "O Drama da Caneta Azul", o autor utiliza termos e expressões para transmitir as reações dos alunos diante do desafio de escrever com caneta. Considerando os conhecimentos de morfologia, analise as funções das palavras destacadas e assinale a alternativa cuja palavra em destaque seja um PRONOME RELATIVO:
APorque, sinceramente, a última coisa QUE queríamos era que ela tivesse mais ideias...
BPassamos anos achando QUE lápis era coisa de criança.
CMal sabia eu QUE a professora iria logo de cara nos presentear com um desafio: escrever uma redação sobre as férias.
DMas será QUE era bem isso o que queríamos?
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GabaritoA — Porque, sinceramente, a última coisa QUE queríamos era que ela tivesse mais ideias...
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Identificação do Pronome Relativo "QUE"
Gabarito: letra A. No trecho "a última coisa QUE queríamos", o vocábulo "QUE" é um pronome relativo, pois retoma o antecedente "coisa" e introduz a oração subordinada adjetiva "que queríamos". Essa relação é confirmada pelo texto:
"Porque, sinceramente, a última coisa QUE queríamos era que ela tivesse mais ideias..."
Aqui, "QUE" substitui "coisa" e exerce função de objeto direto dentro da oração que inicia (queríamos *a última coisa*). Nas demais alternativas, o "QUE" é conjunção integrante (introduz oração substantiva) ou conjunção interrogativa, não tendo função anafórica em relação a um substantivo antecedente.
"QUE" (polissemia funcional): Pronome relativo (Retoma antecedente nominal, Inicia oração adjetiva, Exerce função sintática na subordinada, Ex.: "a coisa QUE queríamos"); Conjunção integrante (Introduz oração substantiva, Sem antecedente, Ex.: "achando QUE lápis..."); Conjunção interrogativa (Parte de expressão interrogativa, Ex.: "será QUE...")
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O "QUE" destacado funciona como pronome relativo: liga-se ao substantivo "coisa" (antecedente) e inicia uma oração adjetiva restritiva. Essa é a única ocorrência em que o termo retoma um nome anterior e desempenha função sintática dentro da oração subordinada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Passamos anos achando QUE lápis era coisa de criança."
O "QUE" aqui é conjunção integrante, introduzindo a oração subordinada substantiva objetiva direta "que lápis era coisa de criança", complemento do verbo "achando". Não há antecedente nominal; portanto, não é pronome relativo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Mal sabia eu QUE a professora iria logo de cara nos presentear com um desafio..."
Novamente, "QUE" é conjunção integrante, ligando a oração subordinada substantiva objetiva direta ao verbo "sabia". Não retoma nenhum termo anterior, logo não pode ser pronome relativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Mas será QUE era bem isso o que queríamos?"
O primeiro "QUE" (destacado) é conjunção interrogativa (ou integrante, conforme a análise), parte da expressão "será que" que introduz uma pergunta indireta. Não há antecedente. O segundo "que" (em "o que queríamos") é pronome relativo, mas não está destacado — a banca pede a análise da palavra em destaque, que é o primeiro "QUE". Portanto, a alternativa não atende ao comando.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polição funcional do "que" (pronome relativo, conjunção integrante, conjunção interrogativa). A armadilha é achar que todo "que" após verbo é relativo. É preciso verificar se ele retoma um termo antecedente explícito (substantivo ou pronome) e exerce função sintática na oração que introduz.
PEGA ESSA DICA!
Troque o "que" por "o qual / a qual / os quais / as quais". Se a troca for possível e mantiver o sentido, é pronome relativo. Exemplo em A: "a última coisa a qual queríamos" — funciona. Nas demais, a troca não se aplica.