Um médico de família e comunidade é chamado para verificar, juntamente com sua equipe de saúde da família, um óbito domiciliar de um homem com 78 anos. O paciente fazia acompanhamento por hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e síndrome metabólica de difícil controle. Um familiar refere que o paciente acordou cedo, sentiu forte dor precordial, irradiando para o braço esquerdo, ficou pálido e sudoreico e caiu no chão.No domicílio, o médico e sua equipe realizam procedimentos para confirmação do óbito buscando a existência de rigidez cadavérica, realizando avaliação da temperatura corporal e identificando a presença ou não de possível achado de causa externa — possibilidade que é excluída. Após examinar o corpo, inicia-se a fase preenchimento da declaração de óbito (DO). Na seção de condições e causas do óbito constante na DO, há alguns itens a serem preenchidos, quais sejam, causa básica do óbito, causa imediata do óbito e causa contributiva.Com base nessa situação, assinale a alternativa que apresenta o preenchimento correto a ser feito na declaração com relação à causa de óbito desse paciente.
ACausa básica: síndrome metabólica.
BCausa contributiva: diabetes mellitus.
CCausa básica: infarto agudo do miocárdio.
DCausa imediata: doença arterial aterosclerótica.
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GabaritoA — Causa básica: síndrome metabólica.
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Tanatologia Forense – Causa da Morte na Declaração de Óbito
Gabarito: letra A. A causa básica do óbito é a doença que iniciou a cadeia de eventos levando à morte. No caso, a síndrome metabólica (que engloba hipertensão, diabetes e dislipidemia) é a condição subjacente que desencadeou a aterosclerose e o infarto. A causa imediata seria o infarto agudo do miocárdio (IAM), e a causa contributiva poderia ser um fator agravante, mas a alternativa A apresenta corretamente a causa básica. As demais alternativas invertem os conceitos ou trazem classificações inadequadas.
A banca testa a correta classificação dos tipos de causa de óbito conforme o modelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) adotado na Declaração de Óbito brasileira. A regra prática: a causa básica é a doença que deu início à sequência; a causa imediata é a condição final que diretamente provocou a parada cardiorrespiratória; a causa contributiva é um fator que agravou o quadro mas não faz parte da cadeia principal.
No enunciado, o paciente tinha síndrome metabólica (causa básica) → aterosclerose (intermediária) → IAM (causa imediata). A diabetes mellitus está contida na síndrome metabólica, portanto não deve ser listada separadamente como contributiva (elimina a alternativa B).
1Causa básica: síndrome metabólica
2Causa intermediária: aterosclerose
3Causa imediata: IAM
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta a causa básica como "síndrome metabólica", que é a condição que iniciou a cadeia fisiopatológica. O paciente já tinha esse diagnóstico de difícil controle, e ela desencadeou as demais complicações.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a causa contributiva é "diabetes mellitus". A diabetes já é um componente da síndrome metabólica, não constituindo um fator contributivo independente. Além disso, a causa contributiva não seria a mais relevante a ser preenchida nesse caso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Classifica o infarto agudo do miocárdio como causa básica. O IAM é a causa imediata da morte, pois foi o evento final que levou à parada cardíaca. A causa básica é anterior a ele.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Coloca a "doença arterial aterosclerótica" como causa imediata. A doença aterosclerótica é uma condição crônica que faz parte da cadeia intermediária, mas a causa imediata é o evento agudo (IAM).
NÃO CAIA NESSA!
A banca confunde deliberadamente os conceitos: nas alternativas C e D trocam os papéis da causa básica e imediata. O candidato deve lembrar que a causa imediata é sempre o evento agudo terminal (infarto, embolia, insuficiência respiratória), enquanto a básica é a doença de base. No caso, a síndrome metabólica é a raiz do problema.