Análise da compreensão do texto sobre identificação de vítimas no RS
Gabarito: A. A alternativa A é a única inteiramente sustentada pelo texto, pois este afirma que a centralização do trabalho no DML de Porto Alegre, aliada à equipe multidisciplinar, permitiu maior rapidez nas identificações.
"A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações."
Veja que a passagem explicita a relação de causa e efeito: centralização + equipe multidisciplinar → maior rapidez. A alternativa A parafraseia essa ideia com fidelidade.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto comprova que a centralização no DML e a equipe multidisciplinar (papiloscopistas, médicos legistas, etc.) geram rapidez. A alternativa é uma paráfrase direta do trecho citado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não afirma que a liberação é célere independentemente da identificação do familiar. Pelo contrário, exige-se identificação obrigatória; se o familiar não tem documentos, o IGP faz biometria e emite nova carteira. Não há menção a "célere" nem a dispensa total de identificação.
"Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade."
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito (rapidez por eficácia). O texto diz que a identificação por impressões digitais é "a mais rápida", não a "mais eficaz". Eficácia não é mencionada; são conceitos diferentes.
"A mais rápida é pelas impressões digitais."
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O texto afirma que quando não há impressão digital, a segunda etapa é odontologia forense e a última é DNA. A alternativa diz que o último recurso é "por intermédio da ação de um papiloscopista, via odontologia forense", o que é falso: o papiloscopista atua na identificação por impressões digitais, não na odontologia forense.
"Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. [...] por último, é o processo de DNA."
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não afirma que o banco de dados genéticos ficou comprometido. Pelo contrário, informa que todos os familiares têm material coletado para lançamento nesse banco, e a diretora garante que não haverá revitimização.
"todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP."
"Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP."
Conclusão: A única alternativa que reproduz exatamente o que o texto afirma, sem acréscimos, trocas ou contradições, é a letra A.