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Questão de Biologia — Legislação em Biologia — INSTITUTO AOCP 2024

BiologiaLegislação em Biologia
Código
qg261949
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SANEPAR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Profissional - Biólogo
A Portaria nº 5/2017, do Ministério da Saúde, estabelece diretrizes e métodos para a análise da qualidade da água para consumo humano. Em relação aos princípios metodológicos aplicados conforme essa portaria, assinale a alternativa correta.
  1. ADe acordo com a referida portaria, todos os laboratórios devem realizar validação dos métodos e implementar procedimentos de controle de qualidade para garantir a precisão e exatidão das análises realizadas.
  2. BA referida portaria exige que os métodos analíticos para a análise de água sejam realizados por técnicas microbiológicas.
  3. CEssa portaria estabelece que a coleta de amostras de água deve ser feita em um volume mínimo de 500 ml para garantir a representatividade e confiabilidade dos resultados analíticos.
  4. DA referida portaria recomenda que os testes de qualidade da água podem ser realizados sem a necessidade de calibração regular dos instrumentos analíticos utilizados.
  5. ESegundo essa portaria, a análise de água para consumo humano pode ser realizada apenas com métodos rápidos e não requer validação dos procedimentos laboratoriais.
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GabaritoA — De acordo com a referida portaria, todos os laboratórios devem realizar validação dos métodos e implementar procedimentos de controle de qualidade para garantir a precisão e exatidão das análises realizadas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde: princípios metodológicos para análise de água

Gabarito: letra A. A Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde, que reúne as normas sobre saúde pública, incluindo o controle da qualidade da água para consumo humano, exige que os laboratórios realizem a validação dos métodos e implementem procedimentos de controle de qualidade para assegurar a precisão e a exatidão das análises. Essa é a exigência central do Anexo XX da referida portaria, que trata do controle e vigilância da qualidade da água.

A questão cobra um princípio metodológico fundamental em laboratórios de análise de água: a garantia da confiabilidade dos resultados. A validação de métodos é o processo que demonstra, por meio de evidências objetivas, que um método atende aos requisitos para o uso pretendido — ou seja, que ele é adequado para detectar e quantificar os parâmetros de interesse na matriz água. Já o controle de qualidade interno (como o uso de brancos, duplicatas, materiais de referência e cartas-controle) monitora continuamente o desempenho do método, assegurando que os resultados permaneçam precisos e exatos ao longo do tempo. A banca explora exatamente esse ponto: a alternativa correta é a que afirma essa obrigatoriedade, enquanto as demais distorcem ou negam esses requisitos.

A Portaria de Consolidação nº 5/2017 é um marco normativo que consolidou diversas portarias anteriores, incluindo a Portaria nº 2.914/2011, que estabelecia os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. O Anexo XX dessa consolidação trata especificamente do padrão de potabilidade e dos procedimentos de controle, incluindo as exigências para os laboratórios que realizam as análises. Entre essas exigências, destacam-se a necessidade de métodos validados e o controle de qualidade interno, além da calibração regular dos instrumentos.

1Exigências laboratoriais
Validação de métodos
Controle de qualidade interno
Calibração regular
2Parâmetros
Físicos (cor, turbidez)
Químicos (pH, cloro, metais)
Microbiológicos (coliformes, E. coli)
3Coleta
Volume varia conforme o parâmetro
Sem volume fixo único
Análise de água (Portaria 5/2017)
LEVELsoulevel.com.br
Análise de água (Portaria 5/2017): Exigências laboratoriais (Validação de métodos, Controle de qualidade interno, Calibração regular); Parâmetros (Físicos (cor, turbidez), Químicos (pH, cloro, metais), Microbiológicos (coliformes, E. coli)); Coleta (Volume varia conforme o parâmetro, Sem volume fixo único)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque reflete a exigência normativa: todos os laboratórios que realizam análises de água para consumo humano devem validar seus métodos e implementar procedimentos de controle de qualidade, garantindo a precisão e a exatidão dos resultados. A validação é um requisito de boas práticas laboratoriais, e o controle de qualidade interno é o mecanismo que assegura a confiabilidade contínua das análises. A banca cobra exatamente esse princípio metodológico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta porque a portaria não exige que os métodos analíticos sejam realizados exclusivamente por técnicas microbiológicas. A análise da qualidade da água abrange diversos parâmetros: físicos (cor, turbidez), químicos (pH, cloro residual, metais, agrotóxicos) e microbiológicos (coliformes totais, Escherichia coli). Cada grupo de parâmetros exige técnicas específicas — microbiológicas, físico-químicas, cromatográficas, espectrofotométricas etc. A afirmação restringe indevidamente o escopo dos métodos, ignorando a pluralidade de análises exigidas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta porque a portaria não estabelece um volume mínimo fixo de 500 ml para todas as coletas de amostras de água. O volume necessário varia conforme o parâmetro a ser analisado: para análises microbiológicas, por exemplo, volumes menores podem ser suficientes, enquanto para análises físico-químicas podem ser necessários volumes maiores. A norma define procedimentos de coleta que garantem a representatividade, mas não impõe um volume único de 500 ml. O número apresentado é um distrator, sem correspondência com a exigência normativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta porque a portaria exige a calibração regular dos instrumentos analíticos, e não dispensa essa necessidade. A calibração é um requisito fundamental para assegurar a exatidão das medições — sem ela, os resultados podem estar sistematicamente errados, comprometendo a avaliação da potabilidade da água. A afirmação de que os testes podem ser realizados sem calibração regular contraria diretamente os princípios de controle de qualidade exigidos pela norma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta porque a portaria não permite que a análise seja realizada apenas com métodos rápidos, sem validação. Ao contrário, a validação dos procedimentos laboratoriais é obrigatória, como afirma a alternativa correta. A expressão "apenas com métodos rápidos" é uma distorção: embora existam métodos rápidos para alguns parâmetros (como kits de campo), eles também precisam ser validados e controlados para garantir a confiabilidade. A norma não abre mão da validação em nenhuma hipótese.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tentação de acreditar em simplificações: "métodos rápidos", "sem calibração", "volume fixo de 500 ml" — todas são distorções que parecem plausíveis, mas contrariam a lógica do controle de qualidade. A pegadinha central é a alternativa E, que inverte a exigência de validação: em vez de dispensar, a norma exige validação. Fique atento a palavras como "apenas", "sem necessidade" e "não requer" — elas costumam sinalizar a incorreção.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre a Portaria de Consolidação nº 5/2017, foque nos princípios gerais do Anexo XX: validação de métodos, controle de qualidade, calibração de instrumentos e a diversidade de parâmetros (físicos, químicos e microbiológicos). Memorize que a norma exige rigor laboratorial, nunca o dispensa. Se uma alternativa afirmar que algo "não é necessário" ou que "pode ser feito sem", desconfie imediatamente.

Gabarito: letra A.

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