Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — INSTITUTO AOCP 2024
Medicina›Farmacologia e Anestesiologia
Código
qg263349
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico - Classe E
Durante uma reanimação cardiopulmonar em ritmo de fibrilação ventricular, seguindo os conceitos do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support), depois de realizados os ciclos corretos com o uso do desfibrilador e infusão de adrenalina, sem retorno à circulação espontânea, qual é a segunda droga a ser utilizada e qual sua dose nesse ritmo de parada cardiorrespiratória?
AA única droga a ser administrada é a adrenalina.
BDopamina 100 mg.
CDopamina 50 mg.
DAmiodarona 300 mg.
EAmiodarona 600 mg.
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GabaritoD — Amiodarona 300 mg.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Farmacologia da Parada Cardiorrespiratória: Amiodarona na FV/TVSP Refratária
Gabarito: letra D. Na fibrilação ventricular (FV) refratária à desfibrilação, à RCP e à adrenalina, a segunda droga a ser utilizada é a amiodarona, na dose de 300 mg por via intravenosa (ou intraóssea), em bólus — conforme os algoritmos do ACLS e as diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar. A alternativa correta espelha exatamente essa sequência: adrenalina (1 mg) como primeira droga e amiodarona (300 mg) como antiarrítmico de escolha na FV/TV sem pulso persistente.
A parada cardiorrespiratória em ritmo de fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) é uma emergência que exige sequência rígida de condutas: desfibrilação precoce, RCP de alta qualidade e drogas vasopressoras e antiarrítmicas. O entendimento do algoritmo é o que decide esta questão — não se trata de decoreba isolada, mas de compreender a lógica de cada fármaco no fluxo do atendimento.
A adrenalina (epinefrina) é a primeira droga em qualquer ritmo de PCR. Seu papel é vasoconstritor periférico (efeito alfa-adrenérgico), que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral durante as compressões. A dose padrão é 1 mg IV/IO a cada 3 a 5 minutos. Na FV/TVSP, ela é iniciada após o segundo choque (ou assim que o acesso vascular estiver disponível), repetindo-se nos ciclos seguintes.
Quando a FV/TVSP persiste após desfibrilação, RCP e vasopressor, entra a segunda droga: um antiarrítmico. A amiodarona é a primeira escolha, na dose de 300 mg IV/IO em bólus, podendo ser seguida por uma segunda dose de 150 mg se o ritmo continuar refratário. A lidocaína (1–1,5 mg/kg) é alternativa à amiodarona, mas não é a primeira opção. A lógica é clara: a adrenalina mantém a perfusão; a amiodarona estabiliza eletricamente o miocárdio para que o próximo choque seja eficaz.
A dopamina não faz parte do arsenal de drogas da PCR. Ela é um vasopressor/inotrópico usado em choque circulatório (ex.: choque séptico, cardiogênico) em doses de 5 a 20 µg/kg/min, mas não tem indicação nos algoritmos de reanimação — nem na FV/TVSP, nem na assistolia/AESP. A banca a coloca como distrator justamente por ser uma droga vasoativa conhecida, mas de outra indicação.
A pegadinha central desta questão é a dose da amiodarona: 300 mg é a dose inicial correta; 600 mg não corresponde a nenhuma dose do protocolo (a segunda dose é 150 mg). Além disso, a banca explora a confusão entre as drogas vasoativas (dopamina) e os antiarrítmicos (amiodarona/lidocaína) — são classes diferentes com papéis distintos na PCR. Guarde a fronteira: vasopressor (adrenalina) → antiarrítmico (amiodarona) é a sequência na FV/TVSP refratária.
1Adrenalina 1 mg (1ª droga)
2Amiodarona 300 mg (2ª droga)
3Amiodarona 150 mg (dose extra)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a única droga a ser administrada é a adrenalina. Isso contraria o algoritmo do ACLS: na FV/TVSP refratária à desfibrilação e à adrenalina, está indicado um antiarrítmico (amiodarona ou lidocaína). A adrenalina é a primeira droga, mas não a única — a persistência do ritmo chocável exige a segunda droga.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Dopamina 100 mg. A dopamina não é indicada em nenhum ritmo de PCR. Ela é um vasopressor/inotrópico usado no choque circulatório (doses de 5–20 µg/kg/min), não na reanimação cardiopulmonar. Além disso, a dose de 100 mg não corresponde a nenhum esquema do protocolo de PCR.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Dopamina 50 mg. Mesmo erro da alternativa B: a dopamina não faz parte do algoritmo de PCR. A dose de 50 mg também não tem respaldo no protocolo. A banca usa a dopamina como distrator por ser uma droga vasoativa conhecida, mas de outra indicação clínica.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Amiodarona 300 mg. Esta é a conduta correta: na FV/TVSP refratária à desfibrilação, RCP e adrenalina, administra-se amiodarona 300 mg IV/IO em bólus, podendo ser repetida com 150 mg se necessário. A amiodarona é o antiarrítmico de primeira escolha nesse cenário, conforme as diretrizes de ressuscitação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Amiodarona 600 mg. A droga está correta, mas a dose está errada. A dose inicial de amiodarona na PCR é 300 mg, e a segunda dose é 150 mg — não 600 mg. A banca troca o número para testar o conhecimento da dose exata do protocolo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões clássicas: (1) trocar a classe da droga — dopamina (vasopressor de choque) no lugar de amiodarona (antiarrítmico da PCR); e (2) inverter a dose da amiodarona — 600 mg no lugar de 300 mg. Na prova, lembre-se: na FV/TVSP refratária, a sequência é adrenalina 1 mg → amiodarona 300 mg (2ª dose 150 mg). Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪