Questão de Redes de Computadores — Gerência de Redes — INSTITUTO AOCP 2024
Redes de Computadores›Gerência de Redes
Código
qg263641
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFTM
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Tecnologia da Informação - Todas as Áreas
Como gerente de TI, você está planejando a expansão da infraestrutura de rede de sua empresa. Qual das seguintes alternativas apresenta a melhor prática em planejamento e gerência de redes?
AImplementar uma topologia de rede em malha para todas as conexões, garantindo máxima redundância e minimizando pontos de falha.
BUtilizar um único protocolo de roteamento para toda a rede, simplificando a configuração e a manutenção da rede.
CAdotar uma abordagem híbrida de topologia de rede, combinando elementos de topologias em estrela, anel e malha, conforme as necessidades específicas da empresa.
DPriorizar a implementação de redes sem fio (WiFi) em detrimento de redes cabeadas, visando maior flexibilidade e redução de custos.
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GabaritoC — Adotar uma abordagem híbrida de topologia de rede, combinando elementos de topologias em estrela, anel e malha, conforme as necessidades específicas da empresa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Planejamento e Gerência de Redes: Topologia Híbrida
Gabarito: letra C. A melhor prática em planejamento de redes é adotar uma abordagem híbrida de topologia, combinando elementos de estrela, anel e malha conforme as necessidades específicas da empresa, pois isso oferece flexibilidade, redundância e adaptabilidade — princípios fundamentais da gerência de redes moderna. As demais alternativas apresentam soluções extremas ou inadequadas para um planejamento eficiente.
O planejamento de uma infraestrutura de rede não é uma tarefa trivial. Ele exige uma análise criteriosa das necessidades da organização, considerando fatores como orçamento, escalabilidade, tolerância a falhas, desempenho e facilidade de manutenção. A escolha da topologia — a forma como os dispositivos estão interconectados — é uma das decisões mais críticas desse processo, pois impacta diretamente na confiabilidade e no custo da rede.
Cada topologia básica possui características próprias. A topologia em estrela centraliza a comunicação em um nó central (hub ou switch), o que facilita o gerenciamento e o isolamento de falhas, mas torna o nó central um ponto único de falha. A topologia em anel conecta os dispositivos em um circuito fechado, transmitindo dados de nó em nó, o que pode ser eficiente, mas uma falha em um nó pode interromper toda a comunicação. A topologia em malha (mesh) conecta os nós de forma redundante, permitindo múltiplos caminhos entre eles, o que oferece alta tolerância a falhas, porém com custo elevado de cabeamento e complexidade de configuração.
A abordagem híbrida surge como a solução mais equilibrada e profissional. Ela combina as vantagens de diferentes topologias, adaptando-se às necessidades específicas de cada parte da rede. Por exemplo, pode-se usar uma topologia em estrela para conectar os computadores de um departamento, uma topologia em anel para interligar os switches de diferentes andares e uma topologia em malha para conectar os roteadores do backbone, garantindo redundância nos pontos críticos. Essa flexibilidade é a essência do bom planejamento, pois permite otimizar custo, desempenho e confiabilidade de forma personalizada.
A banca explora a tentação de escolher soluções extremas ou simplistas. O candidato pode ser atraído pela ideia de "máxima redundância" (malha total) ou "simplicidade" (um único protocolo), mas a prática profissional exige equilíbrio e análise de trade-offs. A alternativa correta reflete exatamente esse equilíbrio, reconhecendo que não existe uma solução única e que a melhor prática é adaptar a infraestrutura às necessidades do negócio.
Topologias de rede: Estrela (Centraliza no nó central, Ponto único de falha); Anel (Circuito fechado, Falha em um nó interrompe); Malha (Múltiplos caminhos, Custo alto de cabeamento); Híbrida (melhor prática) (Combina estrela, anel e malha, Adapta-se às necessidades, Otimiza custo, desempenho e redundância)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Implementar uma topologia em malha para todas as conexões é inviável na prática. Embora a malha ofereça máxima redundância e minimize pontos de falha, o custo de cabeamento e a complexidade de gerenciamento seriam proibitivos em uma rede de médio ou grande porte. A malha total (totalmente conectada) exige que cada nó se conecte a todos os outros, o que resulta em um número de conexões que cresce exponencialmente com o número de nós. Essa abordagem ignora o trade-off entre redundância e custo, que é fundamental no planejamento de redes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Utilizar um único protocolo de roteamento para toda a rede pode simplificar a configuração, mas não é uma boa prática em redes complexas. Diferentes partes da rede podem ter requisitos distintos (por exemplo, uma rede local pode usar OSPF, enquanto a conexão com a Internet pode usar BGP). A padronização excessiva pode limitar a flexibilidade e a escalabilidade, além de não considerar que cada protocolo tem suas vantagens e desvantagens em diferentes cenários. A simplificação não deve vir às custas da adequação técnica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A abordagem híbrida é a melhor prática porque reconhece que não existe uma topologia universal. Ela permite combinar elementos de estrela, anel e malha conforme as necessidades específicas da empresa, otimizando custo, desempenho e redundância. Essa flexibilidade é essencial para acomodar o crescimento da rede, integrar diferentes departamentos e garantir a continuidade dos negócios. A topologia híbrida é amplamente utilizada em grandes empresas, interligando setores e escritórios de forma adaptativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Priorizar redes sem fio (Wi-Fi) em detrimento das cabeadas é uma decisão equivocada. Embora o Wi-Fi ofereça flexibilidade e redução de custos de cabeamento, as redes cabeadas ainda são superiores em termos de desempenho, segurança e confiabilidade. Em um ambiente corporativo, a infraestrutura cabeada é fundamental para servidores, estações de trabalho críticas e aplicações que exigem alta largura de banda e baixa latência. A melhor prática é utilizar uma combinação de ambas, aproveitando as vantagens de cada uma, e não priorizar uma em detrimento da outra.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o candidato a escolher soluções extremas: "máxima redundância" (A) ou "simplificação total" (B). A armadilha é apresentar essas opções como se fossem boas práticas, quando na verdade ignoram os trade-offs essenciais do planejamento. A alternativa D também é uma pegadinha, pois o Wi-Fi é visto como "moderno" e "flexível", mas não substitui a confiabilidade do cabeamento em uma infraestrutura corporativa. A chave é reconhecer que a melhor prática é o equilíbrio e a adaptação às necessidades, não a adoção de soluções radicais.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre planejamento de redes, desconfie de alternativas que usam palavras como "todas", "único", "priorizar" ou "em detrimento de". Essas palavras indicam soluções absolutas, que raramente são boas práticas. A resposta correta geralmente envolve equilíbrio, adaptação e consideração de trade-offs. Lembre-se: a topologia híbrida é a resposta clássica para questões que pedem a "melhor prática" em planejamento de redes.