Questão de Redes de Computadores — Segurança de Redes — INSTITUTO AOCP 2024
Redes de Computadores›Segurança de Redes
Código
qg263650
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFTM
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Tecnologia da Informação - Todas as Áreas
Você é um técnico em TI na UFTM e está configurando um firewall para proteger a rede da universidade. Durante a configuração, você precisa estabelecer regras que otimizem a segurança sem comprometer o acesso necessário para atividades acadêmicas e administrativas. Qual das seguintes regras de firewall representa a melhor prática nesse contexto?
APermitir todo o tráfego de entrada e saída, aplicando apenas filtros baseados em antivírus e antimalware.
BBloquear todo o tráfego de entrada e permitir todo o tráfego de saída, sem exceções.
CImplementar uma política de "negar por padrão", permitindo apenas tráfego de entrada e saída específicos e necessários.
DPermitir todo o tráfego de entrada de fontes conhecidas e bloquear todo o tráfego de saída para destinos desconhecidos.
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GabaritoC — Implementar uma política de "negar por padrão", permitindo apenas tráfego de entrada e saída específicos e necessários.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Firewall: política de segurança e regras
Gabarito: letra C. A melhor prática em configuração de firewall é adotar uma política de "negar por padrão" (default-deny), permitindo apenas o tráfego específico e necessário — princípio do menor privilégio aplicado à rede. As demais alternativas ou liberam tráfego de forma indiscriminada ou criam bloqueios absolutos que inviabilizam o funcionamento da instituição.
O firewall é um componente de segurança — software ou hardware — que atua como barreira entre a rede interna e a externa, controlando o tráfego com base em regras definidas pela política de segurança da organização. Ele funciona como um ponto único de entrada (choke point), por onde todo o tráfego deve passar, permitindo aplicar filtros, gerar logs e bloquear acessos não autorizados. A configuração de um firewall não é uma tarefa mecânica: ela reflete decisões de segurança que equilibram proteção e funcionalidade.
A política de "negar por padrão" (também chamada de default-deny ou whitelisting) parte do princípio de que tudo que não foi explicitamente permitido deve ser bloqueado. Em vez de listar o que se quer bloquear (abordagem blacklist, frágil porque depende de conhecer todas as ameaças), o administrador lista apenas os serviços e fluxos legítimos — por exemplo, liberar HTTP/HTTPS para o servidor web, DNS para o resolvedor, e-mail para o servidor de correio. Todo o restante fica bloqueado por padrão. Essa é a abordagem recomendada por boas práticas de segurança, pois reduz drasticamente a superfície de ataque e impede que tráfego malicioso ou não autorizado passe despercebido.
Na prática, imagine a rede da universidade: os alunos precisam acessar o portal acadêmico (HTTPS), os professores usam o sistema de notas (HTTPS), e o setor administrativo envia e-mails (SMTP). Com a política default-deny, o firewall libera exatamente essas portas e serviços, e bloqueia todo o resto — inclusive portas não utilizadas, protocolos de gerenciamento expostos e conexões de entrada não solicitadas. Se um atacante tentar explorar uma porta aleatória, o firewall simplesmente descarta o pacote, pois não há regra que o permita.
A alternativa C é a única que aplica corretamente o princípio do menor privilégio. As demais cometem erros clássicos: liberar tudo (A), bloquear tudo de entrada sem exceção (B), ou confiar em "fontes conhecidas" sem critério de necessidade (D). A pegadinha da banca está em confundir "bloquear tudo" com "negar por padrão": a política default-deny não é um bloqueio cego, mas uma liberação seletiva e justificada.
Guarde o critério decisivo: a política de firewall deve ser baseada no princípio do menor privilégio — permitir apenas o necessário, negar todo o resto. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.
Política de firewall
1Negar por padrão (default-deny)
Permite apenas o necessário
Menor privilégio
Reduz superfície de ataque
2Abordagens incorretas
Permitir tudo (confia em antivírus)
Bloquear toda entrada (inviabiliza rede)
Fontes conhecidas (vulnerável a spoofing)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Permitir todo o tráfego de entrada e saída, aplicando apenas filtros baseados em antivírus e antimalware, é uma abordagem permissiva demais. O firewall não é um antivírus: ele controla o tráfego com base em regras de política de segurança, e não substitui a filtragem de conteúdo nem a detecção de malware. Liberar tudo e confiar apenas em antivírus deixa a rede exposta a ataques que o antivírus não detecta, como explorações de vulnerabilidades em serviços não atualizados. A melhor prática é justamente o oposto: negar por padrão e liberar seletivamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Bloquear todo o tráfego de entrada e permitir todo o tráfego de saída, sem exceções, é uma política rígida e inviável para uma universidade. Bloquear toda a entrada impediria, por exemplo, que alunos e professores acessem o portal acadêmico hospedado internamente, ou que servidores web públicos sejam alcançados. Além disso, permitir toda a saída sem restrição permite que malware interno exfiltre dados ou que usuários acessem sites maliciosos. A política default-deny não bloqueia tudo de entrada — ela permite o que é necessário, como conexões para servidores específicos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Implementar uma política de "negar por padrão", permitindo apenas tráfego de entrada e saída específicos e necessários, é a melhor prática de configuração de firewall. Essa abordagem segue o princípio do menor privilégio: cada regra é criada para atender a uma necessidade real de negócio (ex.: liberar porta 443 para o servidor web), e todo o tráfego não explicitamente permitido é bloqueado. Isso minimiza a superfície de ataque, impede acessos não autorizados e ainda permite auditoria, pois cada fluxo liberado é conhecido e documentado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Permitir todo o tráfego de entrada de fontes conhecidas e bloquear todo o tráfego de saída para destinos desconhecidos é uma política incompleta e perigosa. "Fontes conhecidas" não é um critério seguro: um atacante pode falsificar endereços IP de origem (spoofing), fazendo o tráfego parecer vir de uma fonte confiável. Além disso, bloquear toda a saída para destinos desconhecidos pode impedir atualizações de software, acesso a serviços legítimos na nuvem e até o funcionamento de aplicações acadêmicas. A política correta não se baseia em "conhecido vs. desconhecido", mas em necessidade e permissão explícita.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "bloquear tudo" e "negar por padrão". A alternativa B parece segura, mas é um bloqueio cego que inviabiliza a rede; a alternativa C é a política default-deny, que bloqueia por padrão mas permite o necessário. Na prova, desconfie de alternativas com "todo" ou "sem exceções" — elas raramente representam boas práticas de segurança.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de firewall, lembre-se do princípio do menor privilégio: permita apenas o necessário, negue todo o resto. Se a alternativa fala em "permitir todo o tráfego" ou "bloquear todo o tráfego", ela está errada — a resposta correta quase sempre envolve "permitir apenas o específico e necessário".