Questão de Português — Interpretação de Textos — INSTITUTO AOCP 2024
- Código
- qg263679
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- UFTM
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Tecnologia da Informação - Todas as Áreas
- Anarrativa.
- Bexpositiva.
- Cargumentativa.
- Dinjuntiva.
GabaritoB — expositiva.
Gabarito: letra B. O Texto 2 é predominantemente expositivo porque sua finalidade central é informar o leitor sobre uma pesquisa científica, apresentando dados e conclusões de forma impessoal, sem defender uma tese pessoal nem contar uma história. A passagem que ancora essa leitura é a que relata o estudo:
"Pesquisadores das universidades Estadual de Maringá (UEM) e Federal do Paraná (UFPR) examinaram 211.396 acidentes de trabalho registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan-MS) de 2006 a 2019."
O texto se limita a expor os resultados da pesquisa — números, percentuais, faixas de temperatura — e a recomendação dos autores, sem que o autor do texto tome partido ou tente persuadir o leitor. É exatamente o que caracteriza a tipologia expositiva: veicular informação nova com neutralidade.
O enunciado pergunta qual é a tipologia predominante — ou seja, qual a intenção comunicativa que domina o texto. Não se trata de compreensão literal nem de inferência: é uma questão de classificação tipológica, que exige reconhecer a finalidade do texto (informar, narrar, convencer, instruir). A banca não quer que você decore definições, mas que observe o efeito que o texto produz no leitor.
O tema é a relação entre desconforto térmico e acidentes de trabalho. O texto não defende uma opinião pessoal do autor; ele relata uma pesquisa: apresenta o problema (calor/frio extremos), os dados coletados (211.396 acidentes, 36% em São Paulo, 80,21% homens, etc.) e a conclusão dos pesquisadores (recomendação de pausas). Não há um "eu acho" nem uma tentativa de convencer o leitor a adotar uma postura — há apenas a exposição de fatos e números.
Para classificar a tipologia, o critério é a intenção do autor, não a forma. Veja o quadro comparativo:
Tipologia | Intenção | Marcas típicas | Exemplo no texto |
|---|---|---|---|
Expositiva | Informar, explicar | Impessoalidade, dados, definições | "A maioria ocorreu na região Sudeste..." |
Narrativa | Contar uma história | Verbos de ação, personagens, tempo | Não há personagens nem enredo |
Argumentativa | Convencer, defender tese | Opinião, argumentos, conectivos | Não há defesa de ponto de vista |
Injuntiva | Instruir, ordenar | Imperativo, modais de dever | Não há ordens ao leitor |
O texto usa verbos no presente do indicativo com tom de fato ("examinaram", "mostrou", "recomendam"), linguagem impessoal (3ª pessoa) e dados estatísticos — tudo isso é típico da exposição. A única passagem que poderia sugerir injunção é a recomendação final, mas ela é relatada como conclusão dos pesquisadores, não dirigida diretamente ao leitor como ordem.
Narrativa. O texto não conta uma história com personagens, enredo, clímax e desfecho. Não há sequência de ações protagonizadas por alguém; há apenas a apresentação de dados de uma pesquisa. A presença de números e percentuais não configura narração. Erro: confundir relato de pesquisa com narrativa.
Expositiva. O texto tem finalidade informativa: apresenta os resultados de um estudo científico de forma objetiva e impessoal. A passagem "Pesquisadores... examinaram 211.396 acidentes de trabalho" e os dados subsequentes (percentuais, faixas de temperatura) são típicos de um texto que expõe informações, sem defender tese nem contar história. É a tipologia predominante.
Argumentativa. O texto não defende uma tese pessoal nem tenta convencer o leitor. A recomendação final ("Os autores do estudo recomendam pausas frequentes") é atribuída aos pesquisadores, não ao autor do texto, e não há desenvolvimento de argumentos para persuadir. Erro: confundir exposição de dados com argumentação.
Injuntiva. O texto não dá instruções, ordens ou conselhos diretos ao leitor. Não há verbos no imperativo ("faça", "evite") nem orientações de procedimento. A recomendação de pausas é uma conclusão da pesquisa, não uma prescrição dirigida ao leitor. Erro: confundir recomendação relatada com texto injuntivo.
A banca oferece tipologias que se aproximam (narrativa, argumentativa) para testar se o candidato identifica a intenção predominante. O texto tem dados (que podem lembrar narração) e uma recomendação (que pode lembrar injunção), mas a finalidade central é informar.
Para classificar a tipologia, pergunte: "qual a intenção do autor?" Se ele quer informar, é expositivo; se quer convencer, é argumentativo; se quer contar, é narrativo; se quer instruir, é injuntivo. O conteúdo predomina sobre a forma.
Gabarito: letra B.
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