Análise sintática do poema "Último aviso", de Paulo Leminski
Gabarito: letra A. O primeiro verso do poema apresenta uma oração subordinada adverbial condicional iniciada pela conjunção "caso". As demais alternativas falham ao classificar outras passagens, conforme se prova a seguir.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O primeiro verso é "caso alguma coisa me acontecer". A conjunção "caso" é condicional, e a oração que ela introduz ("alguma coisa me acontecer", reduzida de infinitivo) expressa a condição para o que se segue. Portanto, classifica-se como oração subordinada adverbial condicional. A banca acertou.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O segundo verso é "informem a família, foi assim, assim tinha que ser". Há três orações justapostas por vírgula, mas nenhuma delas é iniciada por conjunção coordenativa. São orações coordenadas assindéticas, não sindéticas. A alternativa erra ao afirmar a presença de sindéticas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O sexto verso é "um poema, por exemplo,". Embora não haja verbo explícito, essa expressão não constitui uma frase nominal autônoma no contexto do poema. Ela funciona como um aposto ou termo deslocado, integrando a oração seguinte ("vá que seja um indício"). Para ser considerada frase nominal, deveria ter valor de enunciado independente, o que não ocorre aqui — a ausência de verbo é apenas aparente, pois o sentido se completa com o verso subsequente. A banca considerou, portanto, que não se trata de uma frase nominal isolada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O penúltimo verso é "quem sabe ainda não acabei de escrever". A palavra "quem" inicia a expressão "quem sabe", que equivale a "talvez" — é uma locução adverbial de dúvida, e não um pronome relativo. Não há oração subordinada adjetiva, explicativa ou restritiva. A alternativa confunde a função do vocábulo.
Conclusão: A única afirmação plenamente correta é a da alternativa A. Gabarito: letra A.