Questão de Português — Interpretação de Textos — IV - UFG 2024
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qg274806
- Banca
- IV - UFG
- Órgão
- Prefeitura de Posse - GO
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Leia o poema a seguir.O Poeta da RoçaPatativa do AssaréSou fio das mata, cantô da mão grossa Trabaio na roça, de inverno e de estio A minha chupana é tapada de barro Só fumo cigarro de paia de mio Sou poeta das brenha, não faço o papé De argum menestrê, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola Cantando, pachola, à percura de amô Não tenho sabença, pois nunca estudei Apenas eu sei o meu nome assiná Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre E o fio do pobre não pode estudá Meu verso rastero, singelo e sem graça Não entra na praça, no rico salão Meu verso só entra no campo, na roça Na pobre paióça, da serra ao sertão Só canto o buliço da vida apertada Da lida pesada, das roça e dos e dos eito E às veiz, recordando feliz mocidade Canto uma sodade que mora em meu peito Eu canto o cabôco com suas cassada Nas noite assombrada que tudo apavora Por dentro das mata, com tanta corage Topando as visage chamada caipóra Eu canto o vaquêro vestido de côro Brigando com o tôro no mato fechado Que pega na ponta do brabo novio Ganhando logio do dono do gado Eu canto o mendigo de sujo farrapo Coberto de trapo e mochila na mão Que chora pedindo socorro dos home E tomba de fome sem casa e sem pão E assim, sem cobiça dos cofre luzente Eu vivo contente e feliz com a sorte Morando no campo, sem vê a cidade Cantando as verdade das coisa do norte Disponível em: <https://www.letras.mus.br/patativa-do-assare/872145/>. Acesso em: 12 mar. 2024. O poema é construído por meio da variação linguística
- Aformal.
- Bregional.
- Csituacional.
- Dhistórica.