Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Ibest 2024
MedicinaOrtopedia e Traumatologia
- Código
- qg281204
- Banca
- Ibest
- Órgão
- Prefeitura de Dourados - MS
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Ortopedista
Paciente do sexo feminino, 46 anos de idade, apresenta dor incapacitante no quadril direito, com piora progressiva nos últimos 2 anos. Ela relata claudicação desde a adolescência e episódios recorrentes de luxação do quadril direito na juventude. A paciente foi diagnosticada com displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) na infância, mas não foi submetida a tratamento cirúrgico. Ao exame físico, há limitação de todos os movimentos do quadril direito, com crepitação palpável e dor severa à rotação interna. A radiografia mostra subluxação crônica da cabeça femoral com perda severa do espaço articular, osteófitos e cistos subcondrais. Nos exames complementares: a radiografia de quadril apresenta subluxação da cabeça femoral com osteófitos marginais, redução do espaço articular e cistos subcondrais. A tomografia computadorizada (TC) mostra deformidade acetabular com retroversão acentuada e alterações degenerativas severas da cabeça femoral. A ressonância magnética (RM) do quadril aponta extensa degeneração do labrum acetabular e inflamação sinovial difusa.Acerca da informação apresentada, assinale a alternativa correta
- AO tratamento cirúrgico recomendado é a osteotomia periacetabular com preservação da articulação, uma vez que a paciente ainda não tem necrose avascular da cabeça femoral, e o tratamento conservador deve ser priorizado.
- BA artroplastia total de quadril é o tratamento mais indicado, devendo incluir modificação da anteversão acetabular e rotação femoral, com uso de enxerto autólogo para correção da retroversão acetabular.
- CA osteotomia femoral de varização é indicada para reorientar a cabeça femoral e melhorar a biomecânica articular, sendo o tratamento preferível à artroplastia total em pacientes com menos de 50 anos.
- DO manejo deve incluir o tratamento conservador com fisioterapia e infiltrações de corticosteroides intra-articulares, uma vez que intervenções cirúrgicas precoces podem comprometer o resultado final em casos de displasia residual.