Questão de Filosofia — Conceitos Filosóficos — Instituto Consulplan 2024
FilosofiaConceitos Filosóficos
- Código
- qg301032
- Banca
- Instituto Consulplan
- Órgão
- Prefeitura de Pouso Alegre - MG
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor PIII - Filosofia
Há praticamente 86 anos da sua publicação, o que uma obra como “A náusea”, de Jean-Paul Sartre, ainda pode nos ensinar? Ela foi publicada em 1938, quando a Europa estava deslizando rapidamente para a catástrofe da Segunda Guerra Mundial, em tempos sombrios, dominadas pelos apelos frenéticos a universais que travestiam interesses soberanistas ferozes: o povo, a nação, a raça, o comunismo, o fascismo, o nazismo. Nas suas páginas, muita literatura (Kafka, Gide, Céline) e muita filosofia (Nietzsche, Husserl, Heidegger). Mas, acima de tudo, uma descoberta traumática, a da existência. É preciso um tremor, uma vertigem, um corte para reabrir os nossos olhos diante da Coisa informe da existência.(Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/188-noticias.)Romance de sucesso do escritor Jean-Paul Sartre expressa a vida como algo sem sentido, sob a influência da filosofia do alemão Edmund Husserl's. A história tem como protagonista Noël Roquentin, um homem de 30 anos que deixou o diário da sua vida de solitário em Bouville (Le Havre), onde se ocupava vagamente de pesquisas históricas. Sartre, representante do Existencialismo, afirmava, dentre outras premissas, que:
- AA “náusea” surge exatamente por conta dessa impotência humana diante do mundo e da falta de escolhas e de liberdade a qual o homem é submetido ao longo da vida.
- BA principal função dos homens ao longo de sua existência é buscar a plenitude da alma através das suas ações que devem, acima de tudo, favorecer a humanidade e não a si próprio.
- CO ser humano é definido de acordo com sua trajetória, para o qual já nasce predestinado. Sendo assim, independente do que aconteça e da sociedade em que viva, está se preparando para a vida espiritual.
- DA existência material e concreta deveria ser priorizada à qualquer essência possível, ou seja, o ser humano não possui uma essência que o defina de imediato, mas ele é definido de acordo com o modo como vive.