Questão de Português — Morfologia - Verbos — Quadrix 2024
- Código
- qg346669
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-AC
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente de Fiscalização

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A substituição de “deixava de ficar” por “ficou” não mantém a coerência nem a correção gramatical, pois altera o tempo (pretérito imperfeito → pretérito perfeito) e o aspecto (habitual/iterativo → pontual/concluído). A locução expressa uma ação que se repetia no passado; a forma simples “ficou” indica um fato pontual e acabado. Como se vê no texto, a locução está inserida em uma narrativa de fatos habituais, e a troca quebraria essa ideia de repetição.
O comando pede que você julgue se a substituição é possível com manutenção da coerência e da correção gramatical. Isso significa que a troca não pode alterar o sentido original nem gerar inadequação ao contexto. Não basta que a frase continue gramaticalmente correta; é preciso que o sentido permaneça.
No texto, a locução “deixava de ficar” (linha 39) está no pretérito imperfeito do indicativo, tempo que, no contexto, expressa uma ação habitual ou repetida no passado. O verbo auxiliar “deixava” (imperfeito) + infinitivo “ficar” forma uma locução que indica cessação de um estado de forma iterativa. Já “ficou” é pretérito perfeito, que expressa ação pontual, concluída.
A banca explora exatamente essa diferença: o candidato pode achar que “deixava de ficar” e “ficou” são sinônimos, mas não são. A troca alteraria o aspecto verbal — de habitual para pontual — e o tempo — de imperfeito para perfeito. Isso comprometeria a coerência, pois o texto descreve uma sequência de fatos que se repetiam, não um evento único.
A banca aposta na falsa equivalência entre a locução no imperfeito e o verbo no perfeito. A armadilha é trocar o tempo/aspecto sem que o candidato perceba. Desconfie sempre de substituições que mudam o tempo verbal.
Ao julgar substituições, pergunte: “o tempo e o aspecto são preservados?”. Se a locução está no imperfeito (habitual) e a forma simples está no perfeito (pontual), a troca não mantém o sentido.
A afirmação está errada. A substituição de “deixava de ficar” por “ficou” não mantém a coerência nem a correção gramatical, pois altera o tempo (pretérito imperfeito → pretérito perfeito) e o aspecto (habitual/iterativo → pontual/concluído). A locução expressa uma ação que se repetia no passado; a forma simples “ficou” indica um fato pontual e acabado. Como se vê no texto, a locução está inserida em uma narrativa de fatos habituais, e a troca quebraria essa ideia de repetição.
Gabarito: E (Errado).
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