A regência de “chegar” em “A recém‑restaurada Notre Dame não é a única grande renovação chegando ao fim em Paris este ano” (linha 5) está
Aincorreta, porque, em contextos formais, o certo é empregar a preposição “em”.
Bimprecisa, já que depende da interpretação de “chegar” como verbo de ligação.
Ccerta, mas também seria aceito, nesse contexto, o uso de “para” como preposição para iniciar o objeto.
Dcorreta, apesar de o verbo, coloquialmente, ser utilizado com “em”, e não “a”.
Eadequada, embora o termo “ao fim” deva ser considerado um objeto direto.
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GabaritoD — correta, apesar de o verbo, coloquialmente, ser utilizado com “em”, e não “a”.
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Regência do verbo "chegar": norma culta × uso coloquial
Gabarito: letra D. A regência de "chegar" em "A recém-restaurada Notre Dame não é a única grande renovação chegando ao fim em Paris este ano" está correta, pois, na norma culta, o verbo "chegar" rege a preposição "a" (chegar a algum lugar), e não "em". O texto emprega "chegando ao fim", com a contração "ao" (a + o), o que está de acordo com a regência formal. A alternativa D reconhece exatamente isso: a construção é correta, embora coloquialmente se use "chegar em".
O comando pede que você avalie a regência do verbo "chegar" no trecho destacado. Trata-se de uma questão de gramática normativa, especificamente de regência verbal — a relação de dependência entre o verbo e seus complementos, mediada por preposições. Aqui, o foco é a preposição que deve acompanhar o verbo "chegar" quando indica destino ou ponto final.
No trecho, a locução "chegando ao fim" é formada pelo gerúndio "chegando" + a preposição "a" (contraída com o artigo "o") + o substantivo "fim". Na norma culta, o verbo "chegar" exige a preposição "a" para introduzir o lugar ou o termo que indica o ponto de chegada: "chegar a Paris", "chegar ao fim", "chegar à escola". O uso com "em" ("chegar em Paris", "chegar no fim") é característico da linguagem coloquial e é desaconselhado em contextos formais, como o texto jornalístico em questão.
A banca explora justamente essa diferença entre o uso formal e o coloquial. A alternativa correta (D) afirma que a regência está correta, mas reconhece que, coloquialmente, o verbo é usado com "em". Isso é exatamente o que a norma culta prescreve: "chegar a" é a forma padrão; "chegar em" é uma variação popular, não aceita na escrita formal.
As demais alternativas falham por diferentes motivos:
A diz que a regência está incorreta, o que contradiz o texto, pois "chegando ao fim" está correto na norma culta.
B afirma que a regência é imprecisa e depende da interpretação de "chegar" como verbo de ligação, o que é um equívoco: "chegar" aqui é verbo intransitivo (não de ligação), e a regência não depende de interpretação.
C sugere que também seria aceito o uso de "para" para iniciar o objeto, mas "chegar para" não é a regência padrão; o correto é "chegar a".
E considera o termo "ao fim" como objeto direto, o que é incorreto: "ao fim" é adjunto adverbial de lugar (ou de direção), introduzido por preposição, não objeto direto.
Regência de "chegar"
1Norma culta
Exige preposição "a"
Ex.: chegar a Paris, ao fim
2Uso coloquial
"Chegar em" (desaconselhado)
3Função sintática de "ao fim"
Adjunto adverbial (não objeto direto)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a regência está incorreta porque, em contextos formais, o certo seria empregar a preposição "em". Isso inverte a norma: na linguagem formal, o correto é "chegar a", não "chegar em". O texto usa "chegando ao fim", com a preposição "a", portanto está correto. A alternativa contradiz o texto e a norma culta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa diz que a regência é imprecisa e depende da interpretação de "chegar" como verbo de ligação. Isso é um erro conceitual: "chegar" não é verbo de ligação; é verbo intransitivo (ou transitivo indireto, dependendo da análise). A regência de "chegar" é fixa na norma culta (exige "a"), não depende de interpretação. A alternativa troca o conceito de regência verbal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a regência está certa, mas que também seria aceito o uso de "para" como preposição para iniciar o objeto. Isso é incorreto: a regência padrão de "chegar" é com "a", não com "para". Embora "para" possa aparecer em alguns contextos (ex.: "chegar para a festa"), não é a regência formalmente aceita para indicar destino. A alternativa extrapola ao admitir uma preposição que não é a norma.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que a regência está correta, apesar de o verbo, coloquialmente, ser utilizado com "em", e não "a". Isso é exatamente o que ocorre: o texto usa "chegando ao fim" (com "a"), o que está de acordo com a norma culta. O uso coloquial "chegar em" é comum na fala, mas não é aceito em contextos formais. A alternativa reconhece a distinção entre norma culta e uso coloquial, sem contradizer o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a regência está adequada, mas que o termo "ao fim" deve ser considerado um objeto direto. Isso é um erro sintático: "ao fim" é um adjunto adverbial (de lugar/direção), introduzido pela preposição "a", e não um objeto direto (que não viria preposicionado). A alternativa confunde a função sintática do termo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o uso coloquial ("chegar em") e o formal ("chegar a"), além de testar se você reconhece a função sintática de "ao fim". A alternativa D é a única que acerta ao afirmar que a regência está correta, mas que coloquialmente se usa "em".
PEGA ESSA DICA!
Em questões de regência, lembre-se: "chegar" exige a preposição "a" na norma culta. Desconfie de alternativas que afirmam que "em" é o correto em contextos formais — isso é o inverso da regra.
Gabarito: letra D — a regência de "chegar" está correta, pois o texto usa "chegando ao fim" (com "a"), conforme a norma culta, embora coloquialmente se use "chegar em".