Questão de Banco de Dados — Oracle — Quadrix 2024
- Código
- qg347326
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Técnico/TI/Desenvolvimento
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (letra E). No Oracle, o PFILE é um arquivo de texto (formato init<SID>.ora), enquanto o SPFILE é o arquivo binário de parâmetros — a relação é exatamente a inversa da afirmada. A distinção entre os dois é um clássico de provas de banco de dados e está diretamente ligada à arquitetura de inicialização da instância Oracle.
O Oracle Database, ao iniciar uma instância, precisa ler os parâmetros de configuração (como tamanho da SGA, localização dos arquivos de controle, número de processos, etc.). Esses parâmetros podem ser armazenados em dois tipos de arquivo: o PFILE (Parameter File) e o SPFILE (Server Parameter File). A diferença fundamental está no formato e na forma de gerenciamento.
O PFILE é um arquivo de texto simples, tradicionalmente nomeado init<SID>.ora (por exemplo, initORCL.ora), que pode ser editado manualmente com qualquer editor de texto. Ele é lido na inicialização da instância, mas as alterações feitas nele só têm efeito após um restart do banco. Já o SPFILE é um arquivo binário, nomeado spfile<SID>.ora, que fica no servidor e é gerenciado pelo próprio Oracle. Sua grande vantagem é permitir que comandos ALTER SYSTEM alterem parâmetros de forma persistente, sem necessidade de edição manual e com efeito imediato ou na próxima inicialização, conforme a cláusula utilizada.
A confusão entre os dois é uma pegadinha recorrente: a banca inverte a natureza dos arquivos. O PFILE não é binário — é texto; o SPFILE não é texto — é binário. Essa inversão é o erro central da assertiva.
Para fixar o contraste, veja a tabela comparativa:
Critério | PFILE | SPFILE |
|---|---|---|
Formato | Texto | Binário |
Nome típico |
|
|
Localização | Cliente (pode ser editado manualmente) | Servidor |
Edição | Manual, com editor de texto | Via comandos |
Persistência de alterações | Requer restart | Pode ser persistente e dinâmica |
A banca inverteu a natureza dos arquivos: afirmou que o PFILE é binário, quando na verdade ele é texto. O SPFILE é que é binário. Essa troca é o coração da questão — o candidato que memorizou apenas os nomes, sem entender o formato, cai facilmente. Lembre-se: PFILE = texto (init.ora), SPFILE = binário (spfile.ora).
Na prática, o DBA raramente edita o SPFILE diretamente; ele usa comandos como ALTER SYSTEM SET parameter=value SCOPE=SPFILE para persistir alterações. O PFILE, por ser texto, é útil para configurações iniciais e para situações de recuperação, quando o SPFILE está corrompido ou ausente.
A distinção entre PFILE e SPFILE é um dos pontos mais cobrados em questões sobre arquitetura Oracle, junto com datafiles, control files e redo logs. Dominar essa diferença evita erros em provas e no dia a dia da administração de bancos Oracle.
A assertiva está errada porque inverte a natureza dos arquivos. O PFILE é um arquivo de texto (init<SID>.ora), e o SPFILE é o arquivo binário (spfile<SID>.ora). A afirmação de que o PFILE é uma versão binária do SPFILE é exatamente o oposto da realidade: o SPFILE é que é binário, e o PFILE é texto. Essa inversão é a pegadinha clássica da banca.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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