Questão de Sistemas Operacionais — Comandos — Quadrix 2024
- Código
- qg347366
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Técnico/TI/Suporte
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO. O comando tar -xvf backup_cfp.tar.gz restaura (extrai) o conteúdo de um arquivo compactado no Linux, e as opções -x, -v e -f indicam, respectivamente, extração, modo verboso e o nome do arquivo. A afirmação está correta porque o tar preserva as permissões e a estrutura original dos arquivos durante a extração, desde que o backup tenha sido criado com essas informações.
O tar (Tape Archive) é uma ferramenta clássica do Unix/Linux para agrupar arquivos e diretórios em um único arquivo, originalmente para fitas magnéticas. Quando combinado com um compressor como gzip (gerando arquivos .tar.gz ou .tgz), ele também compacta o conteúdo. A sintaxe básica é tar [opções] [arquivo] [arquivos/diretórios]. As opções mais comuns são:
-c (create): cria um novo arquivo.
-x (extract): extrai arquivos de um arquivo.
-v (verbose): exibe os arquivos processados.
-f (file): especifica o nome do arquivo.
-z (gzip): comprime ou descomprime usando gzip.
-p (preserve-permissions): preserva as permissões originais.
No comando tar -xvf backup_cfp.tar.gz, a opção -x extrai, -v lista os arquivos e -f indica que o próximo argumento é o arquivo. A opção -z não está presente, mas o tar moderno (GNU tar) detecta automaticamente a compressão pelo sufixo .gz e a descomprime sem precisar da flag explícita. Portanto, o comando funciona para restaurar o backup.
Sobre a preservação de permissões e estrutura: o tar armazena metadados de cada arquivo, incluindo permissões, proprietário, grupo e timestamps. Ao extrair, ele tenta restaurar esses atributos. Porém, há uma nuance importante: para preservar o proprietário e o grupo, o usuário que executa a extração precisa ter privilégios de superusuário (root). Um usuário comum pode extrair os arquivos, mas o proprietário será o próprio usuário, não o original. As permissões, por outro lado, são preservadas por padrão, a menos que a umask do usuário interfira. Para garantir a preservação completa, usa-se a opção -p (ou --preserve-permissions), que é especialmente relevante ao extrair como root.
A pegadinha que a banca explora aqui é sutil: o candidato pode achar que, por não haver a opção -z, o comando não descompactaria o arquivo .tar.gz. No entanto, o GNU tar (padrão nas distribuições Linux) detecta a compressão automaticamente. Além disso, a afirmação de que "preserva as permissões e a estrutura original" é verdadeira em essência, pois o tar foi projetado para isso, mesmo que haja a ressalva do proprietário para usuários não-root.
A banca pode tentar confundir o candidato com a ausência da opção -z no comando. Muitos memorizam que -z é obrigatório para descompactar .tar.gz, mas o GNU tar detecta a compressão automaticamente. Além disso, a preservação de permissões é uma característica central do tar, não uma exceção. Fique atento: a opção -p é redundante no GNU tar, pois a preservação é o comportamento padrão.
A afirmação está correta. O comando tar -xvf backup_cfp.tar.gz extrai o conteúdo do arquivo compactado, e o tar preserva as permissões e a estrutura de diretórios original. A opção -x extrai, -v mostra o progresso e -f especifica o arquivo. A ausência de -z não impede a descompressão, pois o GNU tar a detecta automaticamente. A preservação de permissões é o comportamento padrão, e a estrutura de diretórios é sempre restaurada.
Gabarito: letra C (CERTO).
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