Questão de Banco de Dados — DER - Diagrama de Entidade e Relacionamento — Quadrix 2024
- Código
- qg347395
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Técnico/TI/Suporte
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A cardinalidade é um dos elementos centrais do modelo entidade-relacionamento e influencia diretamente tanto o design do banco de dados quanto a integridade referencial. A afirmação do item inverte completamente o papel da cardinalidade, que é justamente definir quantas ocorrências de uma entidade podem se associar a ocorrências de outra — informação essencial para o projeto lógico e físico.
A cardinalidade expressa o número mínimo e máximo de instâncias de uma entidade que podem estar associadas a uma instância de outra entidade em um relacionamento. Ela é representada no DER por pares como (1,1), (0,N), (1,N), entre outros, e define a natureza do relacionamento: um-para-um (1:1), um-para-muitos (1:N) ou muitos-para-muitos (N:M). Essa informação não é meramente descritiva — ela determina decisões estruturais fundamentais no design do banco.
No mapeamento do modelo conceitual para o modelo relacional, a cardinalidade decide onde a chave estrangeira será colocada. Em um relacionamento 1:N, por exemplo, a chave estrangeira fica no lado "muitos" da relação. Já em um relacionamento N:M, é necessário criar uma entidade associativa (tabela de ligação) para desmembrar o relacionamento em dois relacionamentos 1:N. Sem a cardinalidade, seria impossível projetar corretamente as tabelas e seus relacionamentos.
A integridade referencial também é diretamente afetada pela cardinalidade. Ela garante que um valor de chave estrangeira em uma tabela corresponda a um valor de chave primária existente em outra tabela, mantendo a consistência dos dados. A cardinalidade define as regras de participação (total ou parcial) e, portanto, as restrições de integridade que serão aplicadas. Por exemplo, em uma participação total (cardinalidade mínima 1), toda instância de uma entidade deve estar associada a pelo menos uma instância da outra, o que pode ser implementado com restrições de integridade referencial.
A pegadinha da banca está em afirmar que a cardinalidade "não influencia" o design e a integridade referencial, quando na verdade ela é um dos pilares do modelo. O candidato que conhece o papel da cardinalidade percebe imediatamente a inversão do conceito.
A banca inverte o papel da cardinalidade. Ela não é um detalhe irrelevante — é ela que define a estrutura das tabelas (onde fica a chave estrangeira, se precisa de entidade associativa) e as regras de integridade referencial. O candidato que sabe que a cardinalidade é essencial para o design não cai nessa armadilha.
A afirmação está incorreta porque a cardinalidade é um dos conceitos mais importantes do modelo entidade-relacionamento. Ela define quantas ocorrências de uma entidade podem se relacionar com ocorrências de outra, influenciando diretamente:
O design do banco de dados: a cardinalidade determina como as tabelas serão estruturadas no modelo relacional. Em um relacionamento 1:N, a chave estrangeira fica no lado N; em um relacionamento N:M, é necessária uma tabela associativa. Sem a cardinalidade, o projetista não saberia como mapear as entidades para tabelas.
A integridade referencial: a cardinalidade define as restrições de participação (total ou parcial), que são implementadas por meio de regras de integridade referencial. Por exemplo, em uma participação total, toda instância de uma entidade deve estar associada a uma instância da outra, o que é garantido por uma restrição de integridade.
Portanto, a cardinalidade é um elemento essencial que influencia tanto o design quanto a integridade referencial, tornando a afirmação falsa.
Gabarito: letra E (Errado).
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