Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Quadrix 2024
Sistemas Operacionais›Linux
Código
qg347489
Banca
Quadrix
Órgão
CFP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico Administrativo - Suporte Técnico em Informática
Em um sistema Linux, um psicólogo precisou analisar dados armazenados em um arquivo chamado pacientes.txt, que apresenta informações sensíveis. Antes de compartilhar o arquivo com sua equipe, ele decidiu remover todas as linhas que apresentam a palavra “confidencial”.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
O psicólogo somente conseguirá editar o arquivo pacientes.txt se, nesse arquivo, existirem três permissões “x” (‑r‑x‑‑x‑‑x).
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Permissões de arquivos no Linux
Gabarito: ERRADO (alternativa E). Para editar (modificar o conteúdo de) um arquivo, o que importa é a permissão de escrita (w) — não a de execução (x). A afirmação de que seriam necessárias três permissões "x" (‑r‑x‑‑x‑‑x) para editar o arquivo é falsa: essa combinação sequer concede escrita ao proprietário, e a permissão de execução é irrelevante para a edição de um arquivo de texto comum.
No Linux (e em qualquer sistema Unix), as permissões de arquivo são organizadas em três classes — usuário (dono), grupo e outros — e cada classe pode ter três permissões: leitura (r), escrita (w) e execução (x). A notação simbólica, vista no ls -l, usa 9 caracteres: os três primeiros para o dono, os três do meio para o grupo e os três últimos para os demais usuários. Por exemplo, -rw-r--r-- significa que o dono pode ler e escrever, enquanto grupo e outros apenas leem.
A permissão de escrita (w) é a que permite modificar o conteúdo de um arquivo — exatamente o que o psicólogo precisa fazer ao remover linhas com a palavra "confidencial". A permissão de execução (x), por sua vez, serve para executar um arquivo (rodar um programa ou script), não para editá-lo. Para um arquivo de texto comum, como pacientes.txt, a permissão de execução não tem nenhum papel na edição.
A combinação citada no enunciado, ‑r‑x‑‑x‑‑x, concede ao dono apenas leitura e execução (sem escrita), e ao grupo e outros apenas execução. Ou seja, nem o dono conseguiria editar o arquivo com essas permissões — ele precisaria de w na classe do dono (ex.: -rw-r--r--). A banca explora justamente a confusão entre as permissões: o candidato pode achar que "x" é necessário para qualquer operação, mas a edição exige w, não x.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a permissão de escrita (w) pela de execução (x). Para editar um arquivo, o que vale é o w; o x só é necessário para executar programas ou acessar diretórios. Guarde: editar = escrever = w.
Permissões Linux (9 caracteres): Classes (Usuário (dono), Grupo, Outros); Permissões (r (leitura), w (escrita), x (execução)); Efeito no arquivo (w → editar conteúdo, x → executar programa/script, r → ler conteúdo)
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está errada porque a edição de um arquivo exige a permissão de escrita (w), não a de execução (x). A notação ‑r‑x‑‑x‑‑x mostra que o dono tem apenas leitura e execução — sem escrita —, portanto nem o dono conseguiria editar o arquivo com essas permissões. Para remover linhas do arquivo, o psicólogo precisaria de permissão de escrita (ex.: -rw-r--r--), independentemente de qualquer permissão de execução.