Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg347989
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- COREN-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auxiliar Administrativo

Internet:<www.ecycle.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet:<www.ecycle.com.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmação de que os resíduos perfurantes, contaminados com patógenos ou infecciosos, em nenhuma hipótese, podem ser descartados em aterros sanitários comuns é uma extrapolação: o texto não afirma essa proibição absoluta. A expressão "em nenhuma hipótese" é um quantificador universal que o texto não autoriza — ele apenas menciona que esses resíduos não podem ser descartados em aterros sanitários comuns, sem excluir a possibilidade de tratamento prévio ou outras condições.
O enunciado usa o verbo "sugere", indicando que se trata de uma questão de inferência — o candidato deve deduzir algo a partir das pistas do texto, não apenas localizar uma informação explícita. A banca quer saber se a conclusão apresentada é uma inferência legítima (ancorada em pressupostos do texto) ou uma extrapolação (que ultrapassa os limites do que está escrito).
O texto-base (do site eCycle) trata do descarte de resíduos de serviços de saúde. A passagem relevante é:
"Os resíduos perfurantes, contaminados com patógenos ou infecciosos, não podem ser descartados em aterros sanitários comuns."
Observe que o texto afirma uma proibição — esses resíduos não podem ir para aterros comuns. No entanto, ele não diz que isso vale "em nenhuma hipótese". A ausência dessa expressão é crucial: o texto não exclui a possibilidade de, após um tratamento adequado (como esterilização), esses resíduos serem descartados de outra forma. A proibição é categórica quanto ao aterro comum, mas não quanto a todas as hipóteses de descarte.
A linha que separa o certo do errado é exatamente esta: inferência legítima se apoia em pistas do texto (pressupostos); extrapolação acrescenta informação que não está lá. No caso, a assertiva adiciona o advérbio "em nenhuma hipótese", que restringe o alcance da proibição a um universo absoluto. O texto diz "não podem ser descartados em aterros comuns" — isso é uma proibição específica. A assertiva transforma isso em "em nenhuma hipótese podem ser descartados em aterros comuns", o que é uma generalização indevida.
Para visualizar:
Texto | Assertiva |
|---|---|
"não podem ser descartados em aterros sanitários comuns" | "em nenhuma hipótese, podem ser descartados em aterros sanitários comuns" |
Proibição específica (aterro comum) | Proibição absoluta (todas as hipóteses) |
A diferença está no quantificador: o texto não usa "nenhuma hipótese", a assertiva sim. Isso é o clássico erro de restringir/generalizar — a banca troca o alcance da afirmação.
A assertiva afirma que os resíduos perfurantes, contaminados com patógenos ou infecciosos, em nenhuma hipótese, podem ser descartados em aterros sanitários comuns. O texto, por sua vez, diz apenas que eles não podem ser descartados em aterros sanitários comuns. A expressão "em nenhuma hipótese" é uma extrapolação — ela adiciona uma ideia de proibição absoluta que o texto não sustenta. O texto não diz que não há nenhuma hipótese de descarte; ele apenas proíbe o descarte em aterros comuns, o que deixa em aberto a possibilidade de tratamento prévio ou outras destinações.
A banca explora a tendência do candidato de aceitar generalizações absolutas. A expressão "em nenhuma hipótese" é o gatilho: ela restringe o alcance da proibição, tornando-a universal, quando o texto é específico.
Desconfie de palavras como "nenhum", "sempre", "todos", "apenas" — elas quase sempre indicam extrapolação ou restrição indevida. Confronte com o alcance real do texto.
A assertiva está errada porque extrapola o texto: acrescenta a ideia de proibição absoluta ("em nenhuma hipótese") que não está presente. O texto apenas proíbe o descarte em aterros comuns, sem excluir outras possibilidades. Portanto, gabarito: E (Errado).
Gabarito: E (Errado).
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