Questão de Português — Crase — Quadrix 2024
- Código
- qg348224
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRB - 6ª Região (MG-ES)
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo


Internet:<www.emfoco.anchieta.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado


Internet:<www.emfoco.anchieta.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). O item afirma que o acento grave em "à disposição" não se justifica, mas isso é incorreto: trata-se de uma locução feminina (à disposição), caso clássico de crase obrigatória, como se vê no trecho do texto-base que traz a expressão. A banca testa exatamente o reconhecimento das locuções adverbiais/prepositivas femininas que exigem o acento grave.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a justificativa do acento grave em "à disposição", na linha 14 do texto. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de gramática aplicada ao texto: é preciso saber se a crase ali é obrigatória, facultativa ou proibida. O verbo do enunciado é "julgar" — ou seja, devemos confrontar a afirmação com a regra gramatical e com o que está escrito.
A expressão "à disposição" é uma locução feminina — formada por preposição "a" + artigo "a" + substantivo feminino "disposição". Segundo a norma culta, locuções femininas (à toa, à deriva, à espera, à disposição) têm crase obrigatória, pois nelas ocorre a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a". O próprio material de apoio lista expressões como "à espera de", "à procura de", "à mercê de" — todas com o mesmo mecanismo. Portanto, o acento grave em "à disposição" se justifica plenamente.
"Principais locuções femininas: à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à primeira vista, àquela hora, à direita, à vontade, às avessas, às escuras, às escondidas, à míngua, à venda, à mão armada, à beça, à tinta, à máquina, à caneta, à foice, à chave, à revelia, à deriva, à uma hora, à altura de, à custa de, à espera de, à beira de, à espreita de, à base de, à moda de, à procura de, à roda de, à mercê de, à semelhança de..."
A lógica é simples: se o termo feminino admite o artigo "a" e o verbo/regência pede a preposição "a", há crase. Em "ficar à disposição", o verbo "ficar" pede a preposição "a" (ficar a algo) e "disposição" aceita o artigo "a" (a disposição) — logo, a + a = à. Não há nenhum dos casos de crase proibida (antes de masculino, verbo, pronome de tratamento, palavra em sentido genérico etc.).
A banca Quadrix adora testar se o candidato confunde locuções femininas (crase obrigatória) com casos de crase proibida ou facultativa. Aqui, a armadilha é o candidato achar que "à disposição" poderia ser escrita sem acento, como se fosse um caso de preposição sem artigo — o que não ocorre, pois "disposição" é substantivo feminino determinado.
A banca aposta no candidato que não reconhece "à disposição" como locução feminina de crase obrigatória, tratando-a como caso facultativo ou proibido.
A afirmativa "o acento grave em 'à disposição' não se justifica" é falsa. Como demonstrado, trata-se de locução feminina com crase obrigatória. Quem marcou esta opção caiu na armadilha de achar que a crase ali seria dispensável, ignorando a regra das locuções femininas.
A afirmativa é errada — e, como a banca pede para julgar o item, o gabarito é E (Errado). O acento grave em "à disposição" se justifica, pois é caso de crase obrigatória em locução feminina. A resposta correta é a que nega a afirmação do enunciado.
Decore as locuções femininas mais cobradas (à toa, à deriva, à espera, à procura, à disposição, à noite, à tarde, às vezes). Elas sempre terão crase obrigatória — não caia na tentação de "simplificar" o acento.
Gabarito: letra E (Errado).
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