Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg348782
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRC-RR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Contador/Fiscal

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado. A substituição proposta é incorreta porque o pronome relativo “onde” só pode ser usado quando o antecedente indica lugar físico — o que não ocorre com “cálculo”, que é um substantivo abstrato. Além disso, a reescrita quebra a regência exigida pelo verbo “calcular” (quem calcula, calcula algo), e o pronome “cujo” estabelece uma relação de posse que “onde” não consegue expressar. A banca explora exatamente essa confusão entre “onde” e “em que” — uma das pegadinhas mais frequentes em provas de reescrita.
O enunciado pede que você julgue se a reescrita mantém correção gramatical e sentido original. Isso significa que a troca precisa ser equivalente — não basta “soar parecido”. No caso, a expressão original “em cujo cálculo” é uma locução pronominal relativa que indica posse: o cálculo de algo (o antecedente). A proposta “onde no cálculo” tenta substituir essa estrutura, mas falha em dois pontos: gramatical (uso indevido de “onde”) e semântico (perde a ideia de posse).
O pronome relativo “onde” é usado para retomar um antecedente que indica lugar físico (ex.: “a cidade onde nasci”). Quando o antecedente é abstrato (como “cálculo”, “situação”, “caso”), o correto é usar “em que”, “no qual” ou “cujo” (com a devida regência). Veja:
Correto: “o cálculo em que me baseei” (antecedente abstrato)
Incorreto: “o cálculo onde me baseei” (uso de “onde” com antecedente abstrato)
No texto, “em cujo cálculo” indica que o cálculo pertence a algo (posse). A reescrita “onde no cálculo” não só usa “onde” indevidamente, mas também elimina a relação de posse — o que altera o sentido original.
Vamos analisar a estrutura:
Original: “em cujo cálculo” → “cujo” concorda com “cálculo” e estabelece posse (o cálculo de algo).
Proposta: “onde no cálculo” → “onde” retomaria “cálculo” como se fosse lugar, e “no cálculo” repete a preposição, criando uma redundância e quebrando a regência.
Além disso, a troca não preserva o sentido: “cujo” indica posse, enquanto “onde” indica localização. São relações semânticas diferentes.
A reescrita é inaceitável tanto do ponto de vista gramatical quanto semântico. O uso de “onde” com antecedente abstrato é um erro clássico de regência, e a perda da ideia de posse compromete o sentido original. Portanto, o item está errado.
Ao julgar reescritas, pergunte-se: (1) a regência foi mantida? (2) o sentido foi preservado? (3) a troca é gramaticalmente aceita? No caso de “onde”, lembre-se: só use com lugar físico.
Gabarito: Errado.
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