Questão de Português — Morfologia — Quadrix 2024
- Código
- qg348793
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRC-RR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Contador/Fiscal

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A conjunção "embora" não expressa circunstância de adversidade; ela é uma conjunção concessiva, que introduz uma oração subordinada adverbial concessiva, expressando uma concessão (fato que se admite, mas que não impede a realização do fato principal). A adversidade é expressa por conjunções coordenativas adversativas, como "mas", "porém", "contudo", "todavia", "entretanto". A banca tenta confundir o candidato ao rotular a relação de concessão como adversidade, mas são relações semânticas distintas.
O enunciado pede para julgar a afirmação sobre a circunstância expressa pela conjunção "embora" no contexto. Isso é uma questão de morfologia (classificação da conjunção) e de semântica (valor circunstancial que ela estabelece entre as orações). Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical aplicado ao trecho.
A palavra-chave é "adversidade". Na gramática, há uma distinção fundamental:
Conjunções coordenativas adversativas: ligam orações independentes, estabelecendo uma relação de oposição ou contraste direto entre duas ideias. Exemplos: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Conjunções subordinativas concessivas: introduzem uma oração que expressa um fato contrário à ideia principal, mas que não impede sua realização. Exemplos: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que.
A relação de concessão é frequentemente confundida com a de adversidade, pois ambas envolvem uma quebra de expectativa. No entanto, a diferença é estrutural e semântica:
Critério | Adversidade (mas, porém) | Concessão (embora, ainda que) |
|---|---|---|
Tipo de oração | Coordenada (independente) | Subordinada (dependente) |
Relação | Oposição direta entre ideias | Concessão: admite-se um fato que não impede o outro |
Exemplo | Estudou muito, mas não passou. | *Embora tenha estudado muito, não passou.* |
No exemplo da concessão, a oração "embora tenha estudado muito" expressa uma concessão: admite-se o esforço, mas isso não foi suficiente para a aprovação. A ideia de oposição existe, mas é mediada pela noção de "apesar de".
No texto-base, a conjunção "embora" (linha 23) introduz uma oração subordinada adverbial concessiva. O valor semântico é de concessão, não de adversidade. A banca, ao afirmar que expressa "circunstância de adversidade", comete um erro de classificação.
Ao se deparar com "embora", "ainda que", "mesmo que", "conquanto", "posto que", lembre-se: são concessivas. A adversidade fica com "mas", "porém", "contudo", "todavia", "entretanto".
A afirmação de que "embora" expressa circunstância de adversidade é incorreta. A conjunção "embora" é uma conjunção subordinativa concessiva, e a circunstância que expressa é de concessão. A adversidade é uma relação semântica própria das conjunções coordenativas adversativas (mas, porém, contudo). A banca tenta confundir o candidato ao usar o termo "adversidade" para descrever a relação de concessão, que, embora envolva uma quebra de expectativa, é estruturalmente distinta.
A banca explora a confusão clássica entre concessão e adversidade. Ambas envolvem uma relação de contraste, mas a concessão é uma relação de subordinação ("apesar de"), enquanto a adversidade é uma relação de coordenação ("mas"). O candidato que não domina essa distinção cai na armadilha.
Conclusão: A assertiva está errada, pois classifica a conjunção "embora" como adversativa, quando ela é concessiva. O gabarito é a letra E.
Gabarito: letra E
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