Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg349151
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREF - 7ª Região (DF)
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Fiscalização e Orientação

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (item E). A forma “têm” está grafada com acento circunflexo porque concorda com um sujeito plural — e não com a expressão de porcentagem, que é apenas parte do sujeito. Retirar o acento produziria “tem” (3ª pessoa do singular), o que quebraria a concordância com o núcleo plural do sujeito. A afirmação do item, portanto, é falsa.
O comando pede um julgamento de correção gramatical: a questão é saber se a troca de “têm” por “tem” manteria a frase correta. Isso exige identificar o sujeito do verbo e seu núcleo — tarefa de sintaxe, não de simples leitura. A banca mistura dois tópicos: a concordância verbal (verbo concorda com o núcleo do sujeito) e o acento diferencial (têm/tem, vêm/vem), que existe justamente para marcar a diferença de número.
No texto-base, o verbo “têm” está na 3ª pessoa do plural porque o sujeito é plural. A expressão de porcentagem (ex.: “35%”) funciona como adjunto adnominal ou parte de uma locução que determina o núcleo — mas o núcleo do sujeito é o substantivo que a porcentagem modifica (ex.: “35% dos brasileiros” → núcleo “brasileiros”). O verbo concorda com esse núcleo, não com o número percentual. Por isso, “têm” (plural) está correto, e “tem” (singular) seria um erro de concordância.
A regra que decide: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa. Se o núcleo é plural, o verbo vai para o plural — e, no caso do verbo “ter”, o plural é marcado pelo acento circunflexo (“têm”). O acento não é decorativo: ele é diferencial, distinguindo “tem” (singular) de “têm” (plural). Retirá-lo sem mudar o sujeito é impossível sem gerar erro.
Ao julgar itens de concordância, sublinhe o verbo e pergunte “quem?” antes dele. A resposta é o sujeito; o núcleo dele é quem manda no verbo. Desconfie de expressões como “porcentagem de”, “maioria de”, “parte de” — elas costumam esconder o núcleo real.
A afirmação contém dois erros que se somam:
O núcleo do sujeito não é a expressão de porcentagem. A porcentagem é um adjunto adnominal (ou parte de uma locução) que determina o substantivo seguinte. Ex.: em “35% dos brasileiros”, o núcleo é “brasileiros” (plural); em “35% da população”, o núcleo é “população” (singular). O verbo concorda com esse núcleo, não com o número percentual.
Retirar o acento de “têm” produziria “tem” (singular), quebraria a concordância com o núcleo plural. O acento circunflexo em “têm” é diferencial: marca a 3ª pessoa do plural do verbo “ter”. Sem ele, a forma seria singular — e o sujeito plural exigiria o plural.
Portanto, a troca não é possível “sem prejuízo da correção gramatical”. O item está errado.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a porcentagem é o núcleo do sujeito — o que é falso. A porcentagem é apenas um determinante; o núcleo é o substantivo que ela modifica. Quem cai na armadilha aceita a troca de “têm” por “tem” e erra a questão.
Conclusão: a forma “têm” está correta porque o sujeito é plural; retirar o acento geraria “tem” (singular), erro de concordância. Gabarito: ERRADO (E).
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