Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg349152
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREF - 7ª Região (DF)
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Fiscalização e Orientação

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado. A afirmação de que flexionar “representam” no singular não traria prejuízo à correção nem à coerência é falsa, porque, embora a concordância com “maioria” seja gramaticalmente possível, a mudança altera o sentido do trecho: o plural “representam” destaca os indivíduos que compõem a maioria, enquanto o singular “representa” destacaria o conjunto. Como o texto, na linha 3, usa o plural para enfatizar a ação dos membros do grupo, a troca comprometeria a coerência.
A questão exige dois conhecimentos combinados: a regra de concordância verbal com expressões partitivas e a percepção de que concordância facultativa não é sinônimo de sentido idêntico. Vamos por partes.
1. O comando: o item afirma que não haveria prejuízo gramatical nem de coerência. Para julgá-lo, você precisa testar as duas condições: (a) a forma singular é gramaticalmente aceitável? (b) ela mantém o mesmo sentido? Se uma delas falhar, o item é errado.
2. A regra gramatical: com expressões partitivas como “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande número de”, o verbo pode concordar com o núcleo (singular) ou com o especificador (plural). Exemplo clássico: “A maioria dos alunos aprovou” ou “A maioria dos alunos aprovaram” — ambas são corretas. Portanto, a forma “representa” seria gramaticalmente válida.
3. O efeito de sentido: a gramática normativa permite as duas formas, mas o sentido não é idêntico. O singular “representa” põe em foco o conjunto (“a maioria” como unidade); o plural “representam” põe em foco os membros do grupo. No texto, o autor escolheu o plural para dar ênfase à atuação individual dos componentes da maioria. Trocar para o singular mudaria essa ênfase, prejudicando a coerência com a intenção comunicativa.
4. A pegadinha da banca: a banca adora explorar a concordância facultativa para fazer o candidato achar que, por ser gramaticalmente possível, a troca é inofensiva. Mas facultativo não é sinônimo de indiferente — a escolha do número carrega matiz de sentido.
A assertiva está errada porque, embora a concordância com “maioria” seja gramaticalmente correta, a mudança de “representam” para “representa” alteraria o sentido do trecho, comprometendo a coerência. O texto usa o plural para destacar os indivíduos que compõem a maioria; o singular destacaria o conjunto, mudando o foco. Portanto, não é verdade que não haveria prejuízo à coerência.
Em questões de concordância facultativa, sempre pergunte: “a troca mantém o mesmo sentido?”. Se a resposta for não, a assertiva é errada, mesmo que a gramática permita.
Conclusão: a banca pediu para julgar se a troca seria inofensiva. Como a troca altera o sentido, o item é errado.
Gabarito: Errado.
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