No último período do texto, “A parceria entre incorporadoras privadas e arquitetos resultou em uma nova área residencial próxima ao centro e à praia, que hoje abriga moradias, hotéis, bares, restaurantes, parques e outras áreas públicas” (linhas de 24 a 28), a palavra “que” funciona como um(a)
Apronome pessoal do caso reto, que poderia ser substituído por “ela”.
Bpronome demonstrativo, que poderia ser substituído por “este”.
Cpronome relativo, que poderia ser substituído por “a qual”.
Dconjunção subordinativa, que poderia ser substituída por “porque”.
Epronome indefinido, que poderia ser substituído por “alguma”.
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GabaritoC — pronome relativo, que poderia ser substituído por “a qual”.
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Função do "que" no período: pronome relativo
Gabarito: letra C. No trecho citado, o "que" é um pronome relativo, pois retoma o termo anterior "uma nova área residencial" e introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa. A prova disso é que ele pode ser substituído por "a qual", como afirma a alternativa C. Veja a passagem:
"A parceria entre incorporadoras privadas e arquitetos resultou em uma nova área residencial próxima ao centro e à praia, que hoje abriga moradias, hotéis, bares, restaurantes, parques e outras áreas públicas"
O "que" retoma "área residencial" e exerce a função de sujeito da oração "que hoje abriga...". Essa é a característica central do pronome relativo: ele substitui um nome (antecedente) e, ao mesmo tempo, conecta duas orações.
O comando da questão
A questão pede que você identifique a classe gramatical e a função sintática da palavra "que" no contexto. Isso é uma questão de morfossintaxe: você precisa analisar como a palavra se comporta na frase, não apenas decorar sua classe isolada. O comando "funciona como" indica que a resposta deve considerar o papel que o "que" desempenha na estrutura do período.
O que é um pronome relativo?
Um pronome relativo é uma palavra que retoma um termo anterior (chamado antecedente) e, ao mesmo tempo, introduz uma oração subordinada adjetiva. Ele exerce uma função sintática dentro dessa oração (sujeito, objeto, adjunto, etc.). Os pronomes relativos mais comuns são: que, qual, quem, cujo, onde, quanto.
No trecho, o "que" retoma "uma nova área residencial" e exerce a função de sujeito da oração "que hoje abriga moradias, hotéis, bares, restaurantes, parques e outras áreas públicas". Isso fica claro se substituirmos o "que" por "a área residencial":
"...uma nova área residencial próxima ao centro e à praia, a área residencial hoje abriga moradias..."
A substituição por "a qual" é o teste clássico para identificar o pronome relativo. Se a troca for possível sem alterar o sentido, o "que" é relativo.
Por que as outras alternativas estão erradas?
A) pronome pessoal do caso reto: O pronome pessoal do caso reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles) não retoma um antecedente para introduzir uma oração adjetiva. "Ele" poderia substituir "que" em uma reescrita, mas isso mudaria a estrutura, transformando a oração em um período composto por coordenação. Além disso, "que" não é um pronome pessoal.
B) pronome demonstrativo: O pronome demonstrativo (este, esse, aquele, etc.) indica posição no espaço, no tempo ou no discurso. No trecho, "que" não indica posição; ele retoma um termo já mencionado. A substituição por "este" não faria sentido: "...uma nova área residencial... este hoje abriga..." — não há relação de proximidade ou distância.
D) conjunção subordinativa: A conjunção subordinativa (que, porque, embora, etc.) liga orações estabelecendo uma relação de subordinação, mas não exerce função sintática dentro da oração subordinada. No trecho, o "que" exerce função de sujeito, o que é típico de pronome relativo, não de conjunção. A substituição por "porque" alteraria completamente o sentido, introduzindo uma ideia de causa.
E) pronome indefinido: O pronome indefinido (algum, nenhum, todo, etc.) indica quantidade ou identidade vaga. No trecho, "que" não indica quantidade nem identidade vaga; ele retoma um termo específico. A substituição por "alguma" não faria sentido: "...uma nova área residencial... alguma hoje abriga..." — não há ideia de indeterminação.
A pegadinha da banca
A banca tenta confundir o candidato oferecendo classes gramaticais plausíveis (pronome pessoal, demonstrativo, conjunção, indefinido) que não se sustentam no contexto, mas que poderiam ser verdadeiras em outras frases. Por exemplo, em "Que você está feliz?", o "que" é pronome interrogativo; em "Espero que você venha", é conjunção subordinativa. Mas aqui, o contexto é claro: o "que" retoma "área residencial" e introduz uma oração adjetiva.
"Que" no período
1Pronome relativo
Retoma "área residencial"
Introduz oração subordinada adjetiva
Exerce função de sujeito
Substituível por "a qual"
2Outras funções do "que"
Pronome interrogativo ("Que você está feliz?")
Conjunção subordinativa ("Espero que você venha")
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NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta na confusão entre as várias funções do "que". O teste decisivo é a substituição por "a qual" (ou "o qual", "os quais", "as quais"). Se a troca for possível, é pronome relativo.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que encontrar um "que" após um substantivo, pergunte: ele retoma esse substantivo? Se sim, é pronome relativo. Teste substituindo por "o qual/a qual".
Conclusão
A alternativa C é a única correta, pois o "que" é um pronome relativo que retoma "uma nova área residencial" e pode ser substituído por "a qual". As demais alternativas atribuem classes gramaticais que não se aplicam ao contexto. Lembre-se: a função do "que" depende do contexto, e o teste da substituição é a ferramenta mais confiável.