Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2024
- Código
- qg349359
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREF - 9ª Região (PR)
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Técnico de Ensino Superior em Informática


- Acausa.
- Bconcessão.
- Ccomparação.
- Dtempo.
- Eadversidade.


GabaritoE — adversidade.
Gabarito: letra E. A conjunção "mas" no trecho indicado estabelece relação de adversidade (oposição) entre as duas orações: Paris 1924 foi o marco inicial, mas as vilas só se tornaram permanentes depois, em Helsinque. A oposição está explícita no contraste entre "marco inicial" e "só se tornaram permanentes" — a segunda oração quebra a expectativa criada pela primeira.
A questão pede que você identifique a relação semântica introduzida pela conjunção "mas". Isso é uma questão de coesão sequencial: o conectivo liga duas orações e estabelece um sentido entre elas. Não se trata de interpretar o texto além do que está escrito, mas de reconhecer a função do conectivo no contexto. Para resolver, você precisa saber a classificação das conjunções coordenativas e, principalmente, ler o trecho percebendo a quebra de expectativa que o "mas" sinaliza.
No trecho:
"Paris 1924 foi o marco inicial das vilas olímpicas, mas elas só se tornaram permanentes em Helsinque, Finlândia, em 1952"
A primeira oração afirma que Paris 1924 foi o marco inicial — ou seja, o ponto de partida. A segunda oração, introduzida por "mas", acrescenta uma informação que contrasta com essa ideia de início: as vilas só se tornaram permanentes em 1952, ou seja, não foram permanentes desde o início. Há, portanto, uma oposição entre "marco inicial" (começo) e "só se tornaram permanentes" (demora para se consolidar). O "mas" é a conjunção coordenativa adversativa por excelência, que une orações estabelecendo contraste ou oposição.
A pegadinha clássica desta questão é a alternativa B (concessão). Veja a diferença:
Adversidade (coordenação): as duas orações são independentes e se opõem diretamente. Ex.: "Estudou, mas não passou."
Concessão (subordinação): uma oração admite uma ressalva, mas não impede a outra. Ex.: "Embora tenha estudado, não passou."
No trecho, "mas" liga duas orações coordenadas — não há subordinação. A relação é de oposição direta, não de concessão. Por isso, a resposta é adversidade.
Causa seria indicada por conectivos como "porque", "pois", "já que". O "mas" não introduz causa; ele introduz uma ideia que se contrapõe à anterior. O trecho não diz que a permanência em 1952 foi causada pelo marco de 1924; apenas contrasta os dois fatos.
Concessão é uma relação de subordinação, expressa por "embora", "ainda que", "conquanto". O "mas" é coordenativo, não subordinativo. Além disso, a concessão admite uma ressalva sem anular a ideia principal; aqui, a segunda oração se opõe à primeira, não apenas ressalva.
Comparação seria marcada por "como", "tal qual", "mais... que". Não há comparação entre Paris e Helsinque; há uma sequência temporal com contraste. O "mas" não estabelece comparação.
Tempo seria indicado por "quando", "enquanto", "logo que". O "mas" não marca tempo; a ideia de tempo está nos adjuntos "em 1924" e "em 1952", mas a conjunção em si não expressa tempo.
Adversidade é exatamente o que o "mas" expressa: oposição entre as ideias. A primeira oração apresenta Paris como marco inicial; a segunda contrapõe que a permanência só veio em 1952. O contraste é claro e a conjunção "mas" é a coordenativa adversativa típica.
A questão testa o reconhecimento da relação de oposição estabelecida pela conjunção "mas". Para acertar, lembre-se: "mas" é adversativa (coordenação), enquanto "embora" é concessiva (subordinação). Sempre que vir "mas", pergunte: há contraste entre as orações? Se sim, é adversidade.
Gabarito: letra E.
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