Na passagem para a voz passiva analítica de “Essa prática inspirou Pierre de Coubertin” (linha 12), em relação ao verbo, o resultado seria
Aserviu de inspiração.
Binspirou‑se.
Cinspirara.
Dfoi inspirado.
Eforam inspiradas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — foi inspirado.
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Voz passiva analítica: transposição de “Essa prática inspirou Pierre de Coubertin”
Gabarito: letra D. A passagem para a voz passiva analítica de “Essa prática inspirou Pierre de Coubertin” resulta em “Pierre de Coubertin foi inspirado por essa prática” — e, entre as alternativas, a única que corresponde ao verbo da passiva é “foi inspirado”. A técnica é direta: na voz ativa, o sujeito pratica a ação; na passiva analítica, o objeto direto vira sujeito paciente e o verbo vira locução verbo auxiliar (ser) + particípio do verbo principal, concordando com o novo sujeito.
O comando
A questão pede uma transformação de voz verbal — especificamente, a voz passiva analítica. Isso significa que você deve: (1) identificar o sujeito e o objeto direto da ativa; (2) transformar o objeto em sujeito; (3) conjugar o verbo ser no mesmo tempo do verbo ativo; (4) usar o particípio do verbo principal; (5) opcionalmente, acrescentar o agente da passiva. Aqui, o foco é “em relação ao verbo”: a banca quer saber qual forma verbal resulta da transposição, não a frase completa.
O texto e a frase
No texto, a frase é:
“Essa prática inspirou Pierre de Coubertin”
Sujeito da ativa: “Essa prática” (quem pratica a ação).
Verbo: “inspirou” (pretérito perfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular).
Objeto direto: “Pierre de Coubertin” (quem sofre a ação).
Na passiva analítica, o objeto vira sujeito: “Pierre de Coubertin”. O verbo inspirar é transitivo direto, então o particípio concorda com o novo sujeito (masculino singular): “inspirado”. O auxiliar ser assume o mesmo tempo do verbo ativo: “foi” (pretérito perfeito). O agente da passiva fica “por essa prática”.
A regra que decide
A voz passiva analítica é formada por verbo auxiliar ser + particípio do verbo principal, e o particípio concorda em gênero e número com o sujeito paciente. No caso, o sujeito paciente é “Pierre de Coubertin” (masculino singular), logo o particípio é “inspirado”, e o auxiliar é “foi” (mesmo tempo do verbo ativo: pretérito perfeito).
PEGA ESSA DICA!
Para transpor uma frase da ativa para a passiva analítica, siga o passo a passo: 1) identifique o objeto direto; 2) coloque-o como sujeito; 3) conjugue o verbo ser no mesmo tempo do verbo ativo; 4) use o particípio do verbo principal; 5) acrescente o agente da passiva (opcional).
Análise das alternativas
1Identificar o objeto direto
2Objeto vira sujeito paciente
3Verbo ser no mesmo tempo
4Particípio do verbo principal
5Concordância com o sujeito
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Alternativa A — ❌ Incorreta
“serviu de inspiração” — Esta é uma paráfrase semântica, não uma transposição de voz. O verbo “serviu” está na voz ativa e não há locução verbal com particípio. A banca tenta confundir com uma reescrita de sentido, mas a questão pede especificamente a voz passiva analítica, que exige a estrutura ser + particípio.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“inspirou‑se” — Esta é a voz reflexiva (ou pronominal), indicando que o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo. Na frase original, “essa prática” pratica a ação e “Pierre de Coubertin” a sofre — são sujeitos diferentes, portanto não há reflexividade. A forma “inspirou-se” não corresponde à passiva analítica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“inspirara” — Esta é a forma do pretérito mais-que-perfeito do indicativo (voz ativa), não uma passiva. O tempo verbal é diferente do original (pretérito perfeito) e não há locução com particípio. A banca tenta confundir com uma variação temporal, mas a voz não muda.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“foi inspirado” — Esta é a forma correta da voz passiva analítica: auxiliar “foi” (pretérito perfeito, mesma pessoa e número do verbo ativo) + particípio “inspirado” (concordando com o sujeito paciente “Pierre de Coubertin”). A frase completa seria: “Pierre de Coubertin foi inspirado por essa prática”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“foram inspiradas” — Esta forma está no plural e no feminino, o que não concorda com o sujeito paciente “Pierre de Coubertin” (masculino singular). A banca tenta confundir com uma concordância equivocada, mas o particípio deve concordar com o sujeito da passiva, não com o agente.
Conclusão
A única alternativa que apresenta a estrutura correta da voz passiva analítica é a letra D. Lembre-se: a passiva analítica exige ser + particípio, com o particípio concordando com o sujeito paciente. As demais alternativas ou mudam a voz (reflexiva), ou o tempo (mais-que-perfeito), ou a concordância (plural/feminino), ou simplesmente parafraseiam sem transpor a voz.