Questão de Noções de Informática — Ataques — Quadrix 2024
- Código
- qg349386
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREFITO - 18ª Região (AC e RO)
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Administrativo
- ARAT.
- Bcryptojacking.
- Cman‑in‑the‑middle.
- Dscareware.
- Ebotnet.
GabaritoC — man‑in‑the‑middle.
Gabarito: letra C. O ataque descrito — interceptação e possível alteração de comunicações entre duas partes sem que elas saibam, com risco de roubo de informações confidenciais — é o man-in-the-middle (MITM), também conhecido como "homem no meio". Nesse ataque, o invasor se posiciona entre o remetente e o destinatário, podendo escutar, capturar e até modificar os dados trafegados, sem que as vítimas percebam a presença do intermediário.
O man-in-the-middle é um dos ataques mais clássicos e perigosos da segurança da informação, pois explora a confiança que as partes depositam na comunicação. Imagine que Alice quer enviar uma mensagem para Bruno. Normalmente, a mensagem vai direto de Alice para Bruno. No ataque MITM, o invasor Carlos se insere no meio do caminho: Alice envia a mensagem para Carlos, que a repassa (ou altera) para Bruno. Tanto Alice quanto Bruno acreditam que estão conversando diretamente um com o outro, mas, na verdade, Carlos está no controle do fluxo de dados. Isso pode ser feito de diversas formas, como por meio de um roteador Wi-Fi falso, de um ataque de DNS spoofing (falsificação de DNS) ou de um ARP spoofing (falsificação de ARP) em uma rede local.
A principal característica que define o MITM é a interceptação e a possível alteração da comunicação. O invasor não apenas observa passivamente os dados (como faria um spyware), mas também pode ativamente modificar as mensagens antes de repassá-las ao destinatário. Isso o torna especialmente perigoso em transações financeiras, onde o invasor pode alterar o número da conta de destino, ou em comunicações corporativas, onde pode inserir informações falsas. A proteção contra esse tipo de ataque envolve o uso de criptografia de ponta a ponta (como TLS/SSL), que garante que, mesmo que os dados sejam interceptados, o invasor não consiga lê-los ou alterá-los sem ser detectado.
É importante distinguir o MITM de outros tipos de ameaças. Enquanto o MITM é um ataque à comunicação entre duas partes, os demais termos das alternativas referem-se a malwares ou a outros tipos de ataque. O RAT (Remote Access Trojan) é um cavalo de Troia que permite acesso remoto ao computador da vítima; o cryptojacking é o uso não autorizado do computador da vítima para minerar criptomoedas; o scareware é um tipo de golpe que usa mensagens falsas de alerta para assustar o usuário e fazê-lo comprar software desnecessário ou malicioso; e a botnet é uma rede de computadores infectados (zumbis) controlados remotamente por um invasor. A pegadinha da banca está em confundir o ataque à comunicação (MITM) com malwares que atuam no dispositivo da vítima.
Guarde a fronteira: o MITM atua no canal de comunicação, entre as partes; os demais atuam no dispositivo da vítima ou em sua rede de forma diferente. É exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das incorretas.
O RAT (Remote Access Trojan) é um tipo de malware que permite ao atacante acessar remotamente o computador da vítima, executando ações como se fosse o usuário legítimo. Ele não se caracteriza pela interceptação de comunicações entre duas partes, mas sim pelo controle remoto do dispositivo infectado. O RAT combina características de cavalo de Troia e backdoor, mas não se posiciona no meio da comunicação entre dois usuários.
O cryptojacking é o uso não autorizado do computador da vítima para minerar criptomoedas, como Bitcoin ou Monero. O atacante infecta o dispositivo com um script ou malware que utiliza o processador e a placa de vídeo da vítima para realizar cálculos de mineração, gerando lucro para o invasor. Não há interceptação de comunicações nem roubo de informações confidenciais; o objetivo é apenas o uso indevido dos recursos computacionais.
O man-in-the-middle (MITM) é exatamente o ataque descrito no enunciado: o invasor se posiciona entre duas partes que se comunicam, interceptando e podendo alterar as mensagens sem que elas percebam. Isso pode resultar no roubo de informações confidenciais, como senhas, números de cartão de crédito e dados pessoais. A palavra-chave é "interceptação" e "alteração" da comunicação, que define o MITM.
O scareware é um tipo de golpe que utiliza mensagens falsas de alerta, como avisos de infecção por vírus, para assustar o usuário e induzi-lo a comprar um software desnecessário ou malicioso, ou a fornecer informações pessoais. Ele não envolve a interceptação de comunicações entre duas partes, mas sim a manipulação psicológica do usuário (engenharia social).
A botnet é uma rede de computadores infectados (chamados de "zumbis" ou "bots") que são controlados remotamente por um invasor, sem o conhecimento dos donos das máquinas. O invasor pode usar a botnet para realizar ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS), enviar spam ou executar outras atividades maliciosas. A botnet não se caracteriza pela interceptação de comunicações entre duas partes, mas sim pela formação de uma rede de dispositivos comprometidos.
A banca mistura ataques à comunicação com malwares que atuam no dispositivo. O MITM é o único que se posiciona entre as partes, interceptando e alterando o fluxo de dados. Os demais (RAT, cryptojacking, scareware, botnet) são malwares ou golpes que agem no computador da vítima ou em sua rede, mas não na comunicação entre dois usuários. Fique atento à palavra "interceptação" — ela é o gatilho para identificar o MITM.
Para diferenciar os ataques, pergunte-se: "onde o invasor atua?" Se ele atua no canal de comunicação, é MITM. Se atua no dispositivo da vítima, é malware (RAT, cryptojacking, scareware, botnet). Essa pergunta resolve a maioria das questões sobre tipos de ataque.
Gabarito: letra C
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