Em relação à pontuação no terceiro parágrafo, uma alteração que manteria a correção gramatical e a coerência do texto seria
Aa inserção de vírgulas para isolar a oração “que podem ser prevenidas e tratadas” (linhas 18 e 19).
Bo emprego de vírgula após “doenças” (linha 21).
Ca substituição do travessão (linha 22) por ponto e vírgula.
Do emprego de dois pontos após a forma verbal “caíram” (linha 24).
Ea omissão da vírgula empregada após “2013” (linha 24).
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GabaritoE — a omissão da vírgula empregada após “2013” (linha 24).
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Pontuação no terceiro parágrafo: a vírgula que não deveria existir
Gabarito: letra E. A única alteração que mantém a correção gramatical e a coerência é a omissão da vírgula após “2013”, pois essa vírgula está empregada em caso proibido: separa o adjunto adverbial “entre 2000 e 2013” do restante da oração, criando uma pausa indevida que quebra a fluência e a estrutura sintática. As demais alternativas ou introduzem vírgulas em locais inadequados ou substituem sinais que desempenham funções específicas no texto, comprometendo a estrutura ou o sentido.
O comando pede uma alteração que mantenha a correção gramatical e a coerência — ou seja, uma mudança que não gere erro nem quebre a lógica do parágrafo. Isso exige analisar cada sinal de pontuação no contexto em que aparece, verificando se a proposta respeita as funções sintáticas e o fluxo de ideias. Não se trata de decorar regras isoladas, mas de aplicar a pontuação como marcador de estrutura e sentido.
No terceiro parágrafo, a vírgula após “2013” está proibida, pois separa o adjunto adverbial “entre 2000 e 2013” do restante da oração, criando uma pausa indevida. A estrutura é algo como: “As doenças [X e Y], que podem ser prevenidas e tratadas, caíram 20% entre 2000 e 2013, segundo dados...”. A vírgula após “2013” quebra a ligação entre o adjunto adverbial e o verbo, isolando um termo que não pode ser isolado. A omissão dessa vírgula restaura a fluência correta, sem alterar o sentido.
A técnica central é identificar a função sintática de cada termo e verificar se a pontuação proposta respeita as regras de uso da vírgula. A vírgula é um marcador de funções sintáticas: sua presença ou omissão pode alterar sintática e/ou semanticamente o texto. No caso, a vírgula após “2013” é um erro clássico de separar o adjunto adverbial do verbo quando não há necessidade de pausa — o adjunto está em posição natural (final da oração) e não é deslocado, portanto não exige vírgula.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa se o candidato percebe que a vírgula após “2013” é um erro (separa adjunto adverbial do restante da oração sem necessidade), e que sua omissão é a única alteração que melhora o texto. As demais alternativas parecem plausíveis, mas introduzem ou mantêm vírgulas em locais inadequados ou substituem sinais que desempenham funções específicas.
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar pontuação, pergunte-se: qual é a função sintática do termo que a vírgula isola? Se for um adjunto adverbial em posição natural (final), a vírgula é desnecessária e, muitas vezes, proibida. Desconfie de vírgulas que separam sujeito de verbo ou verbo de complemento.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A inserção de vírgulas para isolar a oração “que podem ser prevenidas e tratadas” (linhas 18 e 19) não é uma alteração que mantém a correção, pois essa oração é adjetiva restritiva, ou seja, restringe o sentido do termo anterior, e não pode ser isolada por vírgulas. Se fosse uma oração adjetiva explicativa, as vírgulas seriam obrigatórias, mas, no contexto, a oração restringe quais doenças são mencionadas. Isolá-la com vírgulas mudaria o sentido, tornando-a explicativa e alterando a informação do texto. Portanto, a alternativa extrapola ao sugerir uma pontuação que não respeita a função restritiva da oração.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O emprego de vírgula após “doenças” (linha 21) não é uma alteração válida, pois separaria o sujeito composto do verbo, criando um erro de pontuação. A estrutura é algo como “As doenças [X e Y] caíram...”, e a vírgula entre o sujeito e o verbo é proibida em português. A alternativa contradiz a regra básica de que não se separa sujeito de verbo por vírgula.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A substituição do travessão (linha 22) por ponto e vírgula não é uma alteração que mantém a correção, pois o travessão, nesse contexto, tem função de isolar uma explicação ou comentário intercalado, enquanto o ponto e vírgula separa orações coordenadas ou itens de uma enumeração. A troca alteraria a estrutura sintática e o sentido, pois o ponto e vírgula não cumpre a mesma função de intercalação. A alternativa tangencia ao propor uma substituição que não respeita a função específica do travessão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O emprego de dois pontos após a forma verbal “caíram” (linha 24) não é uma alteração válida, pois os dois pontos são usados para introduzir uma citação, enumeração ou explicação, e, no contexto, após “caíram” não há uma lista ou fala a ser introduzida. A inserção de dois pontos criaria uma pausa desnecessária e quebraria a estrutura da oração. A alternativa extrapola ao sugerir um sinal que não se adequa à função sintática do trecho.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A omissão da vírgula empregada após “2013” (linha 24) é a única alteração que mantém a correção gramatical e a coerência, pois essa vírgula está proibida: separa o adjunto adverbial “entre 2000 e 2013” do restante da oração, criando uma pausa indevida. No trecho, a estrutura é algo como “...caíram 20% entre 2000 e 2013, segundo dados...”, e a vírgula após “2013” isola o adjunto adverbial de forma desnecessária, quebrando a fluência. A omissão restaura a estrutura correta, sem alterar o sentido. Portanto, a alternativa está correta.
Conclusão: a questão testa o domínio das regras de uso da vírgula, especialmente os casos proibidos. A única alteração que mantém a correção é a omissão da vírgula após “2013”, pois as demais propostas ou introduzem vírgulas em locais inadequados ou substituem sinais que desempenham funções específicas. Gabarito: letra E.