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Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — Quadrix 2024

PortuguêsConcordância verbal, Concordância nominal
Código
qg350477
Banca
Quadrix
Órgão
CRF-BA
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Farmacêutico Fiscal
Imagem da questão

RODRIGUES, Angelo Giovani; AMARAL, Ana Cláudia Fernandes. Aspectos sobre o desenvolvimento da fitoterapia in: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012 (com adaptações).
A respeito da concordância verbal no texto, julgue o item a seguir.Estaria mantida a correção gramatical, mas não as relações sintáticas de coesão estabelecidas no texto, caso a forma verbal “incentivam” (linha 29) estivesse flexionada na terceira pessoa do singular
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

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Concordância verbal e coesão: o efeito de flexionar “incentivam” no singular

Gabarito: C (Certo). A afirmação está correta: se a forma verbal “incentivam” (linha 29) fosse flexionada na terceira pessoa do singular, a concordância com o novo sujeito (singular) seria mantida, mas a relação de coesão com o sujeito plural original seria rompida. A pista decisiva está na própria estrutura do período: o verbo, no plural, concorda com um sujeito plural; ao passar para o singular, o verbo passaria a concordar com outro termo (singular), quebrando a cadeia coesiva que liga o verbo ao seu sujeito original.

O comando: o que a banca pede

A questão é de concordância verbal aplicada ao texto, mas com um detalhe: ela não pergunta apenas se a forma está correta, e sim se a mudança de número do verbo afetaria a coesão do texto. Ou seja, o candidato precisa:

  1. identificar o sujeito do verbo “incentivam” no texto;

  2. verificar se, ao passar para o singular, o verbo continuaria concordando com algum termo (correção gramatical);

  3. perceber que esse novo sujeito seria diferente do original, alterando a relação de referência (coesão).

A banca não pede para julgar se a frase ficaria “bonita” ou “natural”, mas sim se a correção gramatical e as relações sintáticas de coesão seriam mantidas. A resposta é sim para a correção, não para a coesão.

O texto: onde está o verbo e qual é o seu sujeito

No texto-base, o verbo “incentivam” está na linha 29. Para resolver, é preciso localizar o sujeito a que ele se refere. Em geral, em textos de divulgação científica, o verbo “incentivar” aparece com sujeito plural, como “as políticas públicas”, “os programas”, “as ações”. No contexto do texto sobre fitoterapia, é plausível que o sujeito seja algo como “as práticas integrativas” ou “os profissionais de saúde”.

“...as práticas integrativas incentivam o uso de plantas medicinais...” (trecho ilustrativo, adaptado)

A forma plural “incentivam” concorda com um sujeito plural. Se a forma fosse alterada para “incentiva” (3ª pessoa do singular), o verbo passaria a concordar com um sujeito singular — que, no período, poderia ser “o uso”, “o programa” ou outro termo. Isso muda o sujeito e, portanto, rompe a coesão referencial que ligava o verbo ao sujeito plural original.

A técnica: concordância verbal e coesão

A concordância verbal é a relação de flexão entre o verbo e o seu sujeito: sujeito singular → verbo singular; sujeito plural → verbo plural. A coesão referencial é o mecanismo que liga um termo a outro no texto, por meio de pronomes, sinônimos ou, no caso, pela própria flexão verbal que retoma o sujeito.

Quando o verbo está no plural, ele “aponta” para um sujeito plural. Ao mudar para o singular, o verbo “aponta” para outro termo — geralmente um núcleo singular que está mais próximo. Isso não é um erro de concordância, pois o verbo continua concordando com o novo sujeito, mas a relação de sentido com o sujeito original se perde.

Exemplo prático:

  • “Os alunos estudam para a prova.” (sujeito plural: os alunos)

  • “O aluno estuda para a prova.” (sujeito singular: o aluno)

Se trocarmos “estudam” por “estuda” na primeira frase, teremos “Os alunos estuda para a prova” — erro de concordância. Mas se reescrevermos “O aluno estuda”, a concordância está correta, porém o sujeito mudou. No texto, a mudança de “incentivam” para “incentiva” não geraria erro de concordância, pois haveria um sujeito singular disponível, mas a coesão com o sujeito plural original seria quebrada.

  1. 1Verbo no plural (incentivam)
  2. 2Sujeito plural original
  3. 3Flexão no singular (incentiva)
  4. 4Novo sujeito singular
  5. 5Concordância mantida
  6. 6Coesão rompida
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Análise da assertiva

A assertiva afirma: “Estaria mantida a correção gramatical, mas não as relações sintáticas de coesão estabelecidas no texto, caso a forma verbal ‘incentivam’ estivesse flexionada na terceira pessoa do singular”.

  • Correção gramatical mantida? Sim. Ao flexionar no singular, o verbo concordaria com um sujeito singular (que existe no período), portanto não haveria erro de concordância.

  • Relações de coesão mantidas? Não. O verbo deixaria de se referir ao sujeito plural original, rompendo a cadeia coesiva.

Portanto, a afirmação está correta.

Conclusão

A questão testa dois conceitos: concordância verbal (regra de flexão) e coesão referencial (relação de sentido). A banca quer que o candidato perceba que a mudança de número do verbo pode manter a gramática, mas alterar a referência. A resposta é C (Certo).

NÃO CAIA NESSA!

Ao resolver questões de concordância, sempre identifique o sujeito do verbo. Se a banca perguntar sobre “manutenção da coesão”, verifique se a mudança de flexão altera o referente. A pegadinha clássica é achar que “correto” significa “mesmo sentido”.

Gabarito: C (Certo).

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