Questão de Sistemas Operacionais — Gerência do Processador — Quadrix 2024
- Código
- qg350537
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRM-RR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Administrador de Redes
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (alternativa E). A afirmação de que um processo, uma vez iniciado, não pode ser interrompido ou terminado pelo gerenciador de processos é falsa: o sistema operacional, por meio do escalonador, pode interromper (preempção) e até encerrar processos a qualquer momento, conforme políticas de escalonamento e necessidade do sistema. Essa é uma função central da gerência do processador.
A gerência do processador é uma das funções mais importantes de um sistema operacional. Ela é responsável por distribuir o tempo de uso da CPU entre os diversos processos, criando a ilusão de que todos executam simultaneamente (multiprogramação). Para isso, o sistema operacional mantém uma estrutura chamada tabela de processos, que registra o estado de cada processo: executando (running), pronto (ready) ou bloqueado (asleep/waiting).
O ponto central da questão é o conceito de preempção. Em sistemas operacionais modernos, o escalonador pode retirar um processo do processador antes que ele termine, por dois motivos principais:
O processo faz uma chamada de sistema (por exemplo, para acessar um recurso de E/S) — nesse caso, ele voluntariamente cede a CPU e vai para o estado bloqueado.
O núcleo interrompe o processo (preempção) — seja porque a fatia de tempo (time slice) esgotou, seja porque o núcleo precisa executar uma tarefa mais prioritária. Nesse caso, o processo vai para a fila de processos prontos.
Além da preempção, o gerenciador de processos também pode terminar um processo. Isso ocorre quando o processo executa a chamada de sistema exit, mas também pode acontecer por decisão do sistema operacional, como em caso de erro fatal, falta de recursos ou quando um processo pai é encerrado. O sistema operacional tem total controle sobre o ciclo de vida dos processos.
A afirmação do enunciado descreve um modelo de execução não preemptivo, que não corresponde aos sistemas operacionais modernos de multiprogramação. Nesses sistemas, a preempção é essencial para garantir justiça na distribuição da CPU e responsividade do sistema.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que o processo é "dono" da CPU até terminar, como se o sistema operacional fosse passivo. Na verdade, é o oposto: o sistema operacional é o "dono" da CPU e decide quem executa, por quanto tempo e quando interromper. A preempção é a ferramenta que garante isso.
A afirmação está errada porque contraria o princípio da preempção e o papel ativo do gerenciador de processos. O sistema operacional pode interromper um processo em execução (preempção) para dar a CPU a outro processo, e pode também terminá-lo (via exit ou por decisão do núcleo). O processo não "executa até a conclusão" de forma ininterrupta.
Gabarito: ERRADO (alternativa E).
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