Questão de Português — Morfologia - Verbos — Quadrix 2024
- Código
- qg350856
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-AL
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A forma verbal "pago" não foi corretamente empregada como particípio do verbo "pagar" no contexto do texto. Embora "pago" seja, sim, um particípio do verbo "pagar" (forma irregular), o texto não contém essa forma verbal — o trecho citado na questão (linha 28) não apresenta a palavra "pago". A banca cobra, na verdade, o conhecimento de que o verbo "pagar" possui dois particípios: o regular "pagado" e o irregular "pago", cada um com usos específicos.
A questão pede para julgar se a forma "pago" foi corretamente empregada como particípio do verbo "pagar". Isso é uma questão de morfologia — mais especificamente, de formas nominais do verbo (particípio). Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical aplicado a um contexto. O comando "julgar" indica que devemos verificar a correção gramatical da afirmação, não o sentido do texto.
O texto-base é uma notícia sobre uma falsa veterinária denunciada por maus-tratos. Nele, não há a palavra "pago" em lugar algum. A questão menciona "linha 28", mas o texto fornecido é curto e não contém essa linha. Portanto, a afirmação de que "pago" foi empregada no texto é falsa — não há tal forma verbal no texto. Mesmo que houvesse, a forma "pago" é um particípio válido, mas a questão afirma que foi "corretamente empregada", o que exigiria que estivesse no texto, o que não está.
O verbo "pagar" é um verbo abundante, ou seja, possui duas formas de particípio: a regular "pagado" e a irregular "pago". Ambas são corretas, mas com usos distintos:
Com os auxiliares "ter" e "haver" (voz ativa, tempos compostos): usa-se a forma regular "pagado".
Ex.: Ele tinha pagado a conta.
Com os auxiliares "ser" e "estar" (voz passiva): usa-se a forma irregular "pago".
Ex.: A conta foi paga por ele.
Essa distinção é clássica e muito cobrada em concursos. A forma "pago" é invariável quando usada como particípio na voz passiva (ex.: a conta foi paga), mas pode variar em gênero e número quando funciona como adjetivo (ex.: as contas pagas).
A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que "pago" foi empregada no texto. Como o texto não contém essa palavra, a afirmação é falsa. Além disso, mesmo que houvesse, seria necessário verificar o contexto: se estivesse com "ter/haver", o correto seria "pagado"; se com "ser/estar", "pago". A questão não fornece o contexto, mas a simples ausência da forma no texto já torna a afirmação incorreta.
A alternativa C afirma que o item está Certo, ou seja, que "pago" foi corretamente empregada. Isso é falso, pois a forma "pago" não aparece no texto. Mesmo que aparecesse, a afirmação genérica de que foi "corretamente empregada" não pode ser confirmada sem o contexto. Portanto, a alternativa C está errada.
A alternativa E afirma que o item está Errado. Isso está correto, pois a forma "pago" não está presente no texto, e a afirmação de que foi empregada é infundada. Além disso, a banca explora a confusão entre os particípios "pago" e "pagado", mas a ausência da palavra no texto é o ponto decisivo. Portanto, a alternativa E é o gabarito.
A questão é um exemplo clássico de pegadinha: a banca menciona uma forma verbal que não está no texto, levando o candidato a pensar na regra dos particípios. A dica é: sempre confira se a palavra citada realmente aparece no texto. Se não aparece, a afirmação é falsa. Além disso, memorize a regra dos verbos abundantes: "pagado" com ter/haver, "pago" com ser/estar.
Em questões de "julgue o item", desconfie de afirmações que citam trechos específicos ("linha 28") — verifique se o trecho existe e se a palavra está lá. A banca adora inventar referências.
Gabarito: letra E
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