Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg350860
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-AL
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). Na oração "e nada foi encontrado", o sujeito não é indeterminado — é determinado simples, representado pelo pronome indefinido "nada". O verbo "foi encontrado" está na voz passiva analítica (ser + particípio), e o termo "nada" exerce a função de sujeito paciente. A afirmação do item confunde sujeito indeterminado com voz passiva, uma armadilha clássica da banca.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação sintática. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática de um trecho específico. O comando "julgue o item" exige que você verifique se a classificação dada (sujeito indeterminado) corresponde à estrutura real da oração. Aqui, o foco é a função sintática do termo "nada" e a voz verbal empregada.
O texto-base é uma notícia sobre uma falsa veterinária. A oração "e nada foi encontrado" (linha 16) está inserida em um contexto de investigação policial. Para resolver, não precisamos do contexto maior: a análise é interna à oração. Vejamos:
"e nada foi encontrado"
Sujeito: "nada" (pronome indefinido, núcleo do sujeito)
Predicado: "foi encontrado" (locução verbal)
Voz: passiva analítica (verbo ser + particípio)
O sujeito é determinado porque "nada" é um termo explícito que pratica ou sofre a ação. Na voz passiva, o sujeito é paciente (recebe a ação), mas continua sendo determinado.
Sujeito indeterminado ocorre em dois casos (conforme a gramática normativa):
Verbo na 3ª pessoa do plural sem referência a um termo anterior: "Roubaram meu carro." (quem roubou? não se sabe)
Verbo na 3ª pessoa do singular + partícula "se" (índice de indeterminação do sujeito), com verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação: "Precisa-se de ajudantes.", "Vive-se bem aqui."
No trecho, não há nenhum desses casos. O verbo "foi encontrado" está no singular, mas o sujeito "nada" está explícito. Não há partícula "se". Portanto, não há indeterminação.
A banca tenta fazer o candidato confundir a estrutura "nada foi encontrado" com uma possível indeterminação. Mas repare: se houvesse "encontrou-se nada" (voz passiva sintética), o sujeito continuaria sendo "nada" (paciente), e o "se" seria partícula apassivadora, não índice de indeterminação. A indeterminação só ocorreria em construções como "encontrou-se o culpado"? Não — aí o sujeito é "o culpado". Indeterminado seria "encontrou-se algo"? Também não, pois "algo" seria sujeito. O caso clássico de indeterminação com "se" exige verbo que não tenha objeto direto (VI, VTI, VL).
A afirmação "o sujeito é indeterminado" está errada. O sujeito é determinado simples: "nada". A prova está na própria estrutura: o pronome "nada" ocupa a posição de sujeito, e o verbo concorda com ele (singular). Não há indeterminação, pois o sujeito é identificável. A banca explora a confusão entre voz passiva e sujeito indeterminado — uma pegadinha recorrente.
Ao analisar o sujeito, pergunte: "quem pratica ou sofre a ação?" Se houver um termo explícito respondendo, o sujeito é determinado. Indeterminado só quando não há termo e o verbo está na 3ª pessoa do plural ou com "se" (VI/VTI/VL).
Conclusão: A oração "e nada foi encontrado" tem sujeito determinado ("nada"), e não indeterminado. Portanto, o item está errado.
Gabarito: letra E (Errado).
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