Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg350864
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-AL
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A forma “é denunciada” é exemplo de voz passiva analítica, não de voz ativa. A prova está na estrutura: verbo auxiliar “é” + particípio “denunciada”, formando a locução passiva que indica que o sujeito (a falsa veterinária) sofre a ação de denunciar, não a pratica. No texto, quem pratica a ação é o agente da passiva (implícito: a polícia), como se lê no trecho: “Ela foi indiciada por maus-tratos” — mesma estrutura passiva.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre um aspecto gramatical do título. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise morfossintática: identificar a voz verbal da forma “é denunciada”. Para isso, é preciso dominar o conceito de vozes verbais e saber reconhecer a estrutura da voz passiva analítica.
O título é: “Falsa veterinária é denunciada por tutora de gata que morreu durante cirurgia de castração em Maceió”. A forma “é denunciada” é uma locução verbal composta pelo verbo auxiliar “ser” (no presente do indicativo) + o particípio do verbo “denunciar”. Essa é a estrutura clássica da voz passiva analítica: sujeito paciente + verbo ser + particípio + (opcionalmente) agente da passiva. No texto, o agente da passiva aparece no corpo da notícia: “Para a polícia, a mulher confessou que não é habilitada...” — a polícia é quem denuncia. Portanto, o sujeito “falsa veterinária” recebe a ação, não a pratica.
Para identificar a voz verbal, pergunte: quem pratica a ação? Se o sujeito pratica, é voz ativa; se o sujeito sofre, é voz passiva. Em “é denunciada”, o sujeito (falsa veterinária) sofre a ação de denunciar — logo, voz passiva. A voz ativa correspondente seria: “A tutora denuncia a falsa veterinária” (sujeito agente + verbo ativo + objeto direto). A banca explora a confusão entre a forma “é” (verbo ser) e a ideia de ação, mas a presença do particípio é a marca inequívoca da passiva.
A banca aposta na semelhança superficial: “é denunciada” tem verbo “ser”, que também aparece em construções ativas (ex.: “ela é bonita”). Mas aqui o “é” é auxiliar de uma locução passiva, e o particípio “denunciada” concorda com o sujeito paciente. Não confunda verbo de ligação com auxiliar de passiva.
Ao ver “ser + particípio”, teste a voz ativa: se conseguir reescrever com um agente explícito (“a polícia denuncia a falsa veterinária”), é passiva. Se o sujeito pratica a ação, é ativa.
A afirmação de que “é denunciada” é voz ativa está errada. A forma é voz passiva analítica, pois o sujeito “falsa veterinária” é paciente: sofre a ação de denunciar. A voz ativa exigiria um sujeito agente, como em “A tutora denuncia a falsa veterinária”. O texto reforça a passividade ao usar outra passiva no corpo: “Ela foi indiciada por maus-tratos” — mesma estrutura (ser + particípio). Portanto, a assertiva contradiz a análise gramatical correta.
Conclusão: a questão testa o reconhecimento da voz passiva analítica. A forma “é denunciada” = auxiliar “é” + particípio “denunciada” = passiva. Quem denuncia é a polícia (agente da passiva), não o sujeito. Logo, a assertiva é errada.
Gabarito: letra E (Errado).
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