Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024
- Código
- qg350865
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-AL
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). A afirmação está correta porque, embora o texto não traga uma data explícita, o uso do pretérito perfeito (“confessou”, “alegou”, “foi indiciada”) e o próprio gênero notícia — que relata fatos recentes — permitem inferir que a publicação é próxima ao fato noticiado. A passagem que ancora essa leitura é o trecho do primeiro parágrafo: “a mulher confessou que não é habilitada a exercer a profissão e alegou ter adquirido conhecimento na área após trabalhar como auxiliar de veterinário. Ela foi indiciada por maus-tratos”.
O enunciado pede que você julgue se “fica evidente” algo. A palavra “evidente” pode enganar: não se trata de uma informação literal (o texto não diz “a notícia é de ontem”), mas de uma inferência — uma dedução ancorada em pistas do próprio texto. A banca quer que você perceba que a atualidade é uma conclusão legítima, não uma extrapolação.
O texto é uma notícia (gênero jornalístico) sobre uma falsa veterinária denunciada. Notícias, por definição, relatam fatos recentes — essa é a função social do gênero. Além disso, os verbos no pretérito perfeito (“confessou”, “alegou”, “foi indiciada”) indicam ações concluídas num passado próximo, o que reforça a proximidade temporal entre o fato e a publicação.
Aqui vale a distinção clássica:
Compreensão/recorrência: a informação está explícita no texto. Ex.: “a mulher foi indiciada por maus-tratos”.
Inferência: a informação não está literal, mas é uma dedução necessária a partir de pistas. Ex.: “a notícia é recente” — deduzida do tempo verbal e do gênero.
A alternativa não extrapola porque não acrescenta um dado novo (como “a notícia saiu ontem”); ela apenas conclui o que o texto pressupõe pela escolha dos tempos verbais e pelo gênero. Se o texto dissesse “a mulher foi indiciada em 2010”, aí sim a atualidade seria uma extrapolação. Mas não é o caso.
A assertiva está correta. O texto não data a notícia, mas o uso do pretérito perfeito (“confessou”, “alegou”, “foi indiciada”) indica ações concluídas recentemente, e o gênero notícia — que relata fatos atuais — reforça a inferência de que a publicação é recente em relação ao fato. A passagem que sustenta:
“a mulher confessou que não é habilitada a exercer a profissão e alegou ter adquirido conhecimento na área após trabalhar como auxiliar de veterinário. Ela foi indiciada por maus-tratos”
Os verbos no pretérito perfeito marcam ações pontuais e concluídas num passado próximo, o que é típico de notícias que acabaram de acontecer. Não há nenhuma pista que indique um intervalo longo entre o fato e a publicação — pelo contrário, tudo aponta para a atualidade.
A banca tenta fazer você achar que, por não haver data explícita, a afirmação seria “errada”. Mas a questão não pede recorrência (localizar a data), e sim inferência (deduzir a atualidade a partir do tempo verbal e do gênero). Não confunda “não está escrito” com “não pode ser deduzido”.
Em questões de inferência, pergunte: “que pista o texto me dá para chegar a essa conclusão?”. Se houver pista (aqui, o pretérito perfeito e o gênero notícia), a inferência é válida. Se não houver, é extrapolação.
Conclusão: a assertiva está certa, pois a atualidade da notícia é uma inferência legítima ancorada no tempo verbal e no gênero textual. Gabarito: letra C (Certo).
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