Questão de Português — Crase — Quadrix 2024
- Código
- qg352007
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auxiliar Administrativo


Internet:<www.otempo.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado


Internet:<www.otempo.com.br> (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: E (Errado). A crase em “à sua existência” é obrigatória, não facultativa, porque o substantivo “acesso” exige a preposição “a” e o pronome possessivo “sua” admite o artigo feminino “a” — logo, há a fusão preposição + artigo. Suprimir o acento grave tornaria a frase gramaticalmente incorreta, contrariando a afirmação do item.
A questão pede que você julgue se a crase é facultativa e se sua supressão não prejudicaria a correção. Isso exige conhecer os casos de crase facultativa e saber identificar quando a crase é obrigatória. Não basta decorar regras: é preciso analisar a regência do termo que antecede o “a”.
No trecho “à sua existência”, o termo que rege o “a” é o substantivo “acesso” (presente no texto, na expressão “acesso à sua existência”). Quem tem acesso, tem acesso a algo. Portanto, “acesso” exige a preposição a. O pronome possessivo “sua” (feminino, singular) pode ser antecedido do artigo a — e, no texto, ele está acompanhado do substantivo feminino “existência”, o que confirma a presença do artigo. Assim, temos:
preposição a (exigida por “acesso”) + artigo a (antes de “sua existência”) = à (crase obrigatória)
A crase é facultativa apenas em três situações clássicas:
antes de nomes próprios femininos (ex.: “Entreguei o documento à Maria” ou “a Maria”);
antes de pronomes possessivos femininos que acompanham um substantivo (ex.: “Referi-me à sua ideia” ou “a sua ideia”);
na locução “até a” (ex.: “Fui até a praia” ou “até à praia”).
Fora desses casos, a crase é obrigatória quando há a fusão da preposição “a” com o artigo “a” ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos/relativos. No trecho, o possessivo “sua” está acompanhando o substantivo “existência”, e o termo regente “acesso” exige a preposição. A banca, porém, considera que a crase é obrigatória nesse contexto, pois a preposição é exigida pela regência nominal e o artigo está presente — não se trata de um dos casos facultativos.
A banca tenta fazer você acreditar que todo possessivo torna a crase facultativa. Mas a facultatividade só ocorre quando o possessivo acompanha um substantivo e a preposição é exigida — e, mesmo assim, há divergência doutrinária. No caso, a banca adota o entendimento de que a crase é obrigatória porque a preposição é exigida pela regência e o artigo está presente.
A afirmação de que o emprego do acento indicativo de crase é facultativo está incorreta. No trecho “à sua existência”, a crase é obrigatória, pois:
O substantivo “acesso” exige a preposição a (quem tem acesso, tem acesso a algo);
O pronome possessivo “sua” está acompanhado do substantivo feminino “existência”, admitindo o artigo a;
Há, portanto, a fusão preposição + artigo = à.
Suprimir o acento grave resultaria em “a sua existência”, o que quebraria a regência — o termo “acesso” ficaria sem a preposição exigida, tornando a frase gramaticalmente incorreta. Logo, a supressão prejudicaria a correção gramatical, contrariando a assertiva.
Para identificar se a crase é facultativa, pergunte: “o termo regente exige a preposição a?” e “há um artigo feminino ou possessivo acompanhando um substantivo?”. Se a resposta for sim para ambos, a crase é obrigatória — a facultatividade é exceção, não regra.
Conclusão: a crase em “à sua existência” é obrigatória, pois há a fusão da preposição “a” (exigida por “acesso”) com o artigo “a” (antes de “sua existência”). A supressão do acento grave tornaria a frase incorreta. Portanto, o item está errado.
Gabarito: E (Errado).
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