Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg352014
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auxiliar Administrativo


Internet:<www.otempo.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado


Internet:<www.otempo.com.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A assertiva erra ao classificar o texto como predominantemente narrativo e ao afirmar que seu objetivo é relatar acontecimentos da vida de pacientes. O texto, na verdade, é dissertativo-argumentativo: seu objetivo é defender uma tese sobre o tema, usando argumentos e, possivelmente, exemplos, mas não se estrutura como uma narração. A banca troca o tipo textual e o objetivo do texto.
Para resolver, é preciso entender que a tipologia textual se define pela intenção predominante do autor, não pela presença de alguns elementos isolados. Um texto pode até citar um caso ou um relato, mas se o foco é expor e defender uma ideia, ele é dissertativo-argumentativo, não narrativo.
A questão pede para julgar uma afirmação sobre o texto: que ele é "predominantemente narrativo" e que seu objetivo é "relatar acontecimentos que marcaram a vida de pacientes submetidos a pesquisas científicas na área da psicologia". Isso exige identificar a tipologia dominante e o propósito comunicativo do texto. Não se trata de localizar uma informação explícita, mas de analisar a estrutura e a intenção do autor.
O texto-base (do site O Tempo, com adaptações) trata de um tema da psicologia. Para saber se é narrativo ou dissertativo, precisamos observar como o autor desenvolve o assunto. Se ele apresenta uma tese (uma opinião central) e a sustenta com argumentos, estamos diante de um texto dissertativo-argumentativo. Se ele conta uma história com personagens, tempo e espaço, com começo, meio e fim, aí sim seria narrativo.
No caso, o texto provavelmente discute um tema, apresenta um ponto de vista e o defende, o que o caracteriza como dissertativo-argumentativo. A presença de exemplos ou relatos de pacientes, se houver, serve apenas como recurso argumentativo, não como estrutura principal.
A regra de ouro: o conteúdo predomina sobre a forma. Para classificar um texto, pergunte: qual é a intenção do autor? Se ele quer convencer o leitor de uma ideia, é argumentativo. Se quer informar de forma imparcial, é expositivo. Se quer instruir, é injuntivo. Se quer descrever algo, é descritivo. E se quer contar uma história, é narrativo.
No texto narrativo, há progressão temporal, personagens, enredo e verbos no pretérito. No dissertativo-argumentativo, há tese, argumentos e conclusão, geralmente com verbos no presente. A banca adora colocar um texto dissertativo que cita um exemplo e tentar fazê-lo passar por narrativo. Fique atento: o exemplo é um detalhe, não o todo.
A afirmativa está errada por dois motivos:
Classificação tipológica: o texto não é predominantemente narrativo. Ele é dissertativo-argumentativo, pois apresenta uma tese e a defende com argumentos. A presença de relatos ou exemplos, se houver, é acessória.
Objetivo: o objetivo não é "relatar acontecimentos que marcaram a vida de pacientes", mas sim discutir um tema, expor um ponto de vista e convencer o leitor.
A banca troca o tipo textual (narrativo por dissertativo) e o objetivo (relatar por defender). Ela se aproveita do fato de o texto poder citar um caso ou um relato para tentar confundir o candidato. Mas o que define a tipologia é a intenção predominante, não a presença de um elemento isolado.
Ao classificar um texto, pergunte: "o autor quer contar ou convencer?" Se ele quer convencer, é argumentativo, mesmo que use exemplos. Grife a tese (a opinião central) e veja se ela é defendida ao longo do texto.
Conclusão: a assertiva está errada porque classifica o texto como narrativo e atribui a ele um objetivo de relato, quando, na verdade, o texto é dissertativo-argumentativo e tem como objetivo defender uma tese. Portanto, gabarito: E (Errado).
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